sexta-feira, 19 de junho de 2009
Democracia Já?
Peço desculpas em demorar tanto para postar algo novo; fato é que minha vida anda uma loucura e não ando encontrando muito tempo para criar paciência para escrever alguma coisa; outra coisa que adiou ainda mais um novo post foi um bloqueio que criei para não falar do que vou falar hoje, mesmo assim vou falar...
É um assunto polêmico demais para mim... Certamente não me cabe fazer qualquer julgamento sobre qualquer coisa, ainda mais que não vivo o que estudantes, professores e funcionários da USP vivem todos os dias, mas venho acompanhando diversos sites de notícias há semanas e li muito, muito mesmo, sobre esta e outras greves na USP.
Quer saber? Abaixo está minha opinião sobre essa greve... estou de fora, mas posso opinar, afinal sou cidadão, correto?
E outra coisa... sempre tem aqueles revoltados que vão querer me mandar para a PQP... Eu, sinceramente, não estou nem aí... Não sou nenhum tipo de político e não preciso que gostem de mim, nem que achem tudo o que escrevo lindo...
Bom, vamos lá....
Como todos sabem a USP está em greve de novo...
Ontem tivemos uma passeata na Avenida Paulista com a seguinte chamada: “Fora Suely – DEMOCRACIA JÁ!”
Sabe o que me deixa chateado? Será que as pessoas realmente pensam que vivemos em uma ditadura, ou será que elas apenas querem passar essa impressão para outras pessoas (com opinião menos formada)?
Quanto à greve...
As reivindicações começaram com os funcionários (em greve desde o dia 5 de maio), que pleiteiam reajuste salarial (17%), além de uma “bonificação” de R$ 200,00 por mês (não entendi); pleiteiam, ainda, a readmissão de um funcionário que é líder sindical (inclusive li uma reportagem desse cara... Meu Deus!!! O cara é a favor da revolta armada – Ele deve achar que é o Fidel nos tempos de revolução...)
Olha... eu realmente acredito que os pleitos dos grevistas estão sobrevoando a realidade do país, entretanto, prometi a mim mesmo que não ia entrar nesse mérito, mas sim no ponto estrutural desse “comboio sem sentido”.
Antes de tudo gostaria de expressar um breve sentimento meu sobre funcionários públicos...
As pessoas que prestam concurso público devem realmente pensar no que estão fazendo. É dinheiro público, porra!!! Quem se prejudica no final é o povo, não são nem os alunos (neste caso), não é mesmo? Isso me faz pensar que essas pessoas não podem reclamar de políticos que não fazem nada pela população... o objetivo das ações é o mesmo. A maior verdade é que quase ninguém está realmente interessado em trabalhar pela sociedade, somente em se aproveitar dos benefícios de um cargo público, que cá entre nós, são muitos.
Realidade é que a greve foi evoluindo a tal ponto que a reitora entrou com uma ação judicial, conseguiu uma decisão favorável e a PM entrou no Campus, visando garantir que os funcionários não tomassem posse da reitoria (nada mais justo, afinal chegaram até a quebrar vidraças do prédio) e que o direito de quem quisesse entrar e sair da Cidade Universitária fosse preservado.
Alguns professores não gostaram da idéia da entrada da PM no campus (FFLCH – Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas - principalmente) e resolveram entrar em greve também (Sim, somente alguns; acredito que os outros tenham percebido o cunho estupidamente político do movimento)...
Os grevistas querem negociar e a reitora diz que só volta às negociações com o fim dos piquetes... Como ne um nem outro cede a PM continua no Campus.
Quero deixar claro que não sou a favor da permanência da PM na Cidade Universitária, entretanto, às vezes o Estado tem que se impor de alguma forma, ainda mais diante de uma decisão judicial. Certos direitos devem ser garantidos... a porcaria da Constituição existe para que? Só para garantir o direito de greve?
Virou festa...
Alunos (em número suficiente para que eu possa criticá-los), Professores e Funcionários...
Quanto aos alunos, acho até que parte das suas reivindicações está correta (contra o ensino à distância – isso é uma coisa que tem fundamento, mas também tem contra-argumentos, é uma matéria de discussão), entretanto, boa parte delas não faz sentido algum (saída da PM do Campus – agora não dá)...
E só por que a PM está no Campus os líderes já enfiam na cabeça dos mais fracos que vivemos num Brasil tranparente de ditadura (Certas coisas... às vezes me irrito com a ignorância das pessoas, não que eu não seja ignorante, mas não faço nada sem pensar...).
Outro ponto de debate colocado pelos alunos é o Livre Acesso à Universidade e o fim do “filtro social” que a Universidade Pública impõe... De acordo com eles a Universidade Pública tem que se expandir (concordo), mas vamos colocar algumas coisas em ordem, ok? Da onde viria o dinheiro para isso? Com a venda de maçãs do amor em algum evento de caridade?
Não sejamos hipócritas... O Governo de São Paulo entregou um campus (USP Leste) há cinco anos. Essas coisas levam tempo, não se faz um campus do dia para a noite. Prova de que ao menos se preocupam com o ensino superior é que a USP é a melhor da América Latina e o esse posto vai ser mantido por muito tempo, podem ter certeza.
O orçamento é grande, mas os gastos também são...
Cada aluno custa em média R$ 4.000,00 por mês para o Estado e a grande maioria tem condições de arcar com parte do custo, a idéia de fazer greve parece racional agora? Desculpem, mas isso não entra na minha cabeça... Isso é jogar dinheiro público no vaso sanitário...
Devíamos seguir o modelo adotado por países que não tem esse “filtro social” tão contestado pelos alunos... A escola pública de nível superior, tanto nos EUA como na Europa é paga. Acredito que no Brasil devessem existir apenas algumas adaptações quanto a isso, tendo em vista que somos um país em desenvolvimento, tanto cultural (e isso inclui educação) quanto econômico; uma dessas adaptações diria respeito ao valor pago por cada aluno, devendo este variar de acordo com a renda de cada um (se bem que tenho certeza que alguns dariam um jeito de apresentar um comprovante de renda falso).
Aí vão me falar... “Ah, mas veja bem, nossa carga tributária é muito maior que a desses países, pagamos muitos tributos e temos direito às coisas...”
ÓTIMO!!! O pensamento não está errado, entretanto, não pagamos só tributos estaduais, pagamos tributos federais e municipais...
Porque não fazemos greve na Universidade Federal? Poderíamos fazer as mesmas reivindicações que fazemos ao governador Serra ao presidente Lula... Não estamos interessados num ensino superior público de qualidade?
Acredito que seja por que os “comuns revoltosos” estariam se atracando com gente de seu partido, e aí qual seria o sentido político disso, não é mesmo?
A greve não passa de uma disputa de poder político pré-eleição.
A verdade é que se os grevistas estivessem tão preocupados com o ensino público de qualidade reivindicariam pela estrutura educacional (Ensino Fundamental) não como um dos itens sem importância de uma pauta subjetiva e negativamente persuasiva, mas como item principal de um movimento digno de pessoas que são consideradas e se consideram “Os pensadores do país”...
E as "Marias vão com as outras" (que não tem consciência da disputa política) no final estão preocupadas com o próprio rabo... algo do tipo: “Ah...Essas mudanças vão me afetar, vamos fazer uma revolta...”
Outra coisa que me deixa com dor de cabeça...
Qual seria a vantagem que a Polícia Militar teria em causar um confronto com os alunos da USP?
Nenhuma!!!
Para alunos e funcionários sim... esses teriam muito interesse nesse confronto... Chamar a atenção da mídia e aumentar a visibilidade do protesto.
Acompanhei diariamente durante dias a greve e certa vez os alunos estavam “armados com rosas”, para mostrar que a manifestação era pacífica e que a PM não precisava estar lá...
Por favor... vamos parar de achar que estamos vivendo sob o comando de Geisel...
No dia em que realmente estourou o conflito li em diversos sites de notícia que os alunos estavam provocando a polícia e que haviam começado a “guerra” atirando garrafas...
Sabe, quando falo desse assunto e tento escrever sobre ele lembro do que um bom amigo meu me disse uma vez, que certas coisas são tão idiotas e sem ideologia que temos dificuldade de explicar...
Minha vontade era colocar o título nesse post e usar como texto um ponto de interrogação.
Obs: Até o amanhã postarei os panfletos distribuídos na grave por um político do PSOL...
Um abraço.
sexta-feira, 22 de maio de 2009
Sem pé e sem cabeça... seríamos atores sem papel?
Um dia desses uma pessoa me falou sobre eras da humanidade; há muito tempo a humanidade vivia na era do “ser”, depois veio a era do “ter”, mas o mais interessante é pensar que hoje estamos na era do “parecer”, o que vai de encontro com aquela história do Carnaval Social (Eu sei... isso é muito idiota)...
Me aproveitando dessa ligação e de alguns outros acontecimentos da semana passada, resolvi postar alguma coisa que tratasse diretamente de tal tema.
Vamos engasgar um pouco de filosofia...
As pessoas se fantasiam, perdem sua identidade (até mesmo quando se dizem espontâneas estão interpretando), agem de forma diferente com cada pessoa que cerca o ambiente, explodem em contradições; enfim, elas simplesmente “parecem”...
Pois bem...
Na quarta-feira da semana passada acabei saindo um pouquinho mais tarde da empresa em que trabalho, assim, eu e um amigo resolvemos tomar uma cerveja de leve, aguardar o clímax do momento “horário de pico” passar e não enfrentar a explosão demográfica no transporte público que assola nossas vidas nessa hora do dia.
Fato é que entrei no trem num horário em que o movimento estava extasiado de tranqüilidade; ÓTIMO!!
Antes da partida da famosa taturana elétrica entram no vagão, em que este viajante diário que vos escreve estava localizado, 3 pessoas... Um hippie com uma série de brincos pendurados num painel (obviamente que estes estavam destinados à venda), sua mulher (Hippie) e seu filhinho (Um mini-hippie)...
Sei lá... me via estampado num dia altamente estressante e ver aqueles hippies de certo modo me passou alguma tranqüilidade; A moça Hippie sentou no chão com seu filhinho e começou a brincar com o menino... Uma brincadeira de bater palmas... Nunca sei o nome dessas brincadeiras...
Foi então que me recordei que o mundo ainda tinha pessoas que não estavam embutidas nessa nossa falta de realidade vigente... que alguns ainda escapam desse maldito jogo de interesses; e que com certeza eram felizes por isso... não precisavam demonstrar nada para ninguém, só estavam ali, fazendo uma viagem em família, regada de simplicidade e sem preocupações... o dinheiro definitivamente não parecia importar... e o que as pessoas achavam daquilo, menos ainda.
Chega até a ser tosco... todos que estavam ao redor pararam de fazer o que estavam fazendo e passaram a olhar aquela cena, a mãe e o filho brincando de palminhas, como se tivessem percebido que não era preciso de tanto no que concerne ao material para dançar de alegria...
Irônico...
Quem é feliz nessa porra de mundo com tão pouco?
Não me venham com essa! O ser humano sempre quer mais, isso é natural... a ganância chuta a cabeça da simplicidade, somos assim...
No meio da brincadeira barulhenta de palmas, a Sra. Hippie tira de sua bolsa um maço de cigarros (não.. ela não vai acender um cigarro dentro do trem; tenham calma!!!), dentro do maço apenas bilhetes de loteria (Se ela tivesse tirado uma bola de capotão daquilo eu ficaria menos surpreso)...
A primeira coisa que veio na minha cabeça foi a possível utilização de bilhetes de loteria (por que é um papel que lembra seda – sabe, aqueles de máquina registradora??) para a produção em massa de baseados... Vamos admitir, isso era extremamente possível...
Fato é que a Hippie começou a tirar bilhetes e mais bilhetes daquele maço de cigarros a ponto de eu pensar que ela tinha uma máquina registradora dentro daquela porcaria (ou que era algum tipo de líder de produção de baseados no Estado de São Paulo); após procurar ela achou o que queria e separou o resto (inutilizável) para o início de uma nova brincadeira, esta que consistia em recorte de bilhetes de loteria.
A parte utilizável se referia a 3 bilhetes de loteria da qual ela aguardava o sorteio.
Cuidadosamente ela dobrou os três bilhetes e os guardou no bolso de sua jaqueta, de forma a garantir que os referidos não sofreriam nenhum tipo de dano, a ponto de prejudicar seus valores materiais e até sentimentais (era nítido o sentimento de preciosidade com aqueles papéis amarelos)... Juro que me lembrei do Smeagle do Senhor dos Anéis suspirando: “My precious!!”.
Não tenho idéia do que vocês pensam, mas nada me convence de que aqueles HIPPIES não eram propriamente HIPPIES... (será que ainda existem Hippies?!?) - não que eu seja do tipo que segue alguma vertente, mas também não sou preconceituoso; me considerem neutro, ok?... Isso é só uma sátira idiota.
Comparo este comportamento ao de qualquer macaco (sim, não passamos de uma espécie um pouco mais avançada) altamente capitalista que supervaloriza o dinheiro, como se o mesmo fosse a razão de viver (e garanto que estes são mais verdadeiros que aqueles Hippies).
É o mesmo comportamento...
Quando não somos macacos capitalistas, somos falsos idealistas, socialistas, narcisistas, Hippies, burros, ou qualquer coisa do tipo, mas a trama de cada um é sempre a mesma... Parecer alguma coisa para que as pessoas pensem alguma coisa... Não existe mais a essência do ser (Nossa.. que filosófico.. pareço Rousseau dizendo algo sobre o modernismo...)
Aí sempre me aparecem aqueles moralistas sacanas me dizendo: “Não, veja bem... vai ver que eles só querem a grana para levar de vez uma vida ao melhor estilo Hippie, mudando para um lugar onde não tenham com o que se preocupar e que possam viver num lar cheio de “amor e paz”.
Faço cara de reticências e retruco:
“Numa boa, que morem no mato!”
Olha... Cera feita me contaram uma história sobre uma suposta gangue de marcianos que saqueava estoques de mercearias vagabundas para roubar uvas provenientes do esgoto.
Foi mais fácil que acreditar nessa historinha sem vergonha...
Admitam...
Somos nós mesmos apenas quando estamos sozinhos e perdidos em pensamentos que no remetem a nada.
Um abraço.
quinta-feira, 7 de maio de 2009
Observem os pães voando e abracem o seu!
No último sábado resolvi comparecer a um evento peculiar na capital paulista:
"A VIRADA CULTURAL"
Sim... abandonei o aconchego de meu lar (mais especificamente do sofá) a fim de assistir a uma maratona de apresentações que duraria algo em torno de 24 horas...
Saí de casa consciente e convencido do que veria: Tempestades de cadeiras e de latas de cerveja (que me fariam lembrar a Revolução paulista de 1932), provenientes de freqüentes brigas e confusões causadas por bêbados descontrolados, tendo como causa motivos tão relevantes quanto um coador de café; e claro, como não poderia deixar de ser, tinha a absoluta certeza de que seria assaltado pelo menos 4 vezes, chegando em casa trajando apenas um dos pés do par de minha clássica sandália franciscana, uma cueca branca sem costura e suja de terra, e uma manta de estopa, cinza, urinada e imunda, doada por algum mendigo solidário.
Admito que me enganei...
Lógico que alguns pontos devem melhorar, como a distribuição dos banheiros químicos (toda vez que decidia usar o banheiro tinha que andar até a Virada Cultural de Guadalupe - MEX), até para evitar que as pessoas expilam suas secreções e dejetos corporais na rua.
Ah... seria bom se dessem um trato nos tais banheiros, pelo menos seis vezes nessas 24 horas... Incrível a criatividade das pessoas quando o assunto é ver quem faz a coisa mais nojenta, não acreditei quando vi fezes no teto do cubo grudadas ao lado de um copo de plástico (isso mesmo... não me perguntem com o que grudaram a porra do copo) Impressionante!!! (mas isso é uma crítica ao povo e não à organização do evento).
Outro ponto que merece atenção, ainda relacionado com higiene, é o incentivo à precariedade e à falta de educação do povo; DEUS! não custa fornecer sacolinhas ecologicamente corretas para que as pessoas joguem seus lixos... Não é uma coisa muito agradável estar ouvindo uma boa música pisando no marmitex de isopor de alguém que resolveu almoçar lasanha e jogou o recipiente ainda com comida no chão (aprendi que nunca mais vou a eventos desse porte com alguma coisa parecida com um chinelo) ou em garrafas de plástico de vinho, que quando pisadas espirram aquele restinho quente do fundo da garrafa, sujando nossas calças...
Mas no geral a virada foi ótima...
Uma coisa me incomodou de verdade, a ponto de sentir uma espetada tão insuportável nas costas que me sinto na obrigação de me expressar: "A pura e real política do pão e circo".
Em dado momento do evento, quando pensei nisso, me senti na antiga Roma, assistindo gladiadores no coliseu, ansioso por abraçar meu pedaço de pão (na época lançado à platéia que lotava o estádio romano). Que coisa desagradável...
O mais engraçado é pensar que dar um mínimo de diversão ao povo (juro!! o mínimo) é o suficiente para que este se sinta mais do que satisfeito com o que tem... entreter para colher votos; quando ouvia isso no ginásio pensava que era baboseira da mais estúpida... Burro era eu!
Pão e Circo = Show e pinga = Futebol e cerveja = Fato
O que quero dizer, simplesmente, não é que as pessoas deixam de reclamar (Isso é o que elas mais gostam de fazer, inclusive eu) de sua situação perante a sociedade quando estão alimentadas destes itens, quero dizer que somente deixam de tentar melhorar sua situação... Elas tem tudo que precisam, algo para “meter o pau”, cerveja para se embriagar e algo para entretê-las, que é o que oferecido naquele determinado dia...
Não estou dizendo que não temos que gostar desse tipo de coisa ou que não possamos nos divertir.... só que não devemos cair na lama de acreditar que isso é tudo na vida. Grande parte das pessoas fazem isso. Só ver as torcidas organizadas que brigam como hienas raivosas, por futebol... para alguns, o time de futebol é tudo; os caras vivem numa miséria desgraçada e deixam de comer para ir ao estádio! Podem ganhar 5 reais por dia, mas tomam ao menos duas latinhas pela noite... Está na cultura da maioria..
Somos criados com aquela etiqueta: "O Brasil é o país do futebol"
Brilhante!!!
Manipulados desde que somos pequenas criancinhas de cabeça gigante; E tem aquela outra: “O Brasil é o país do samba”... Foda-se!!
Ouvimos tanto isso, que mesmo que não fôssemos (estou sendo sarcástico) pensaríamos que somos... É importante manter o povo na ignorância para que ele não dê muito trabalho no futuro;
“Vamos dar a eles o que eles querem ver, o que eles gostam; algo que não os faça pensar demais, que não possa causar-nos dor de cabeça. Dispensamos a relevância da informação; o importante é lhes fornecer diversão.”
quinta-feira, 23 de abril de 2009
A falta de criatividade é uma coisa engraçada.
Semana passada, dois dias antes do feriado, estava eu, humilde estagiário, sentado em minha cadeira; era meu horário de almoço, em que teoricamente deveria estar estudando, já que tinha uma prova deveras lazarenta a se realizar naquela noite, entretanto, antes de começar a ferver meu cérebro com pensamentos que exigiriam grande atenção de minha mente encrenqueira, resolvi dar uma entradinha na Internet e verificar as notícias do dia (de vez em quando é bom ler alguma notícia que não esteja relacionada a direito, não é verdade?)
Foi quando vi a seguinte chamada no site da Globo (tudo que for proveniente da reportagem está em preto), algo que chama atenção de qualquer um...
Grupo tira a calça no Metrô durante 'No Pants Day' em SP
Combinada pela internet, ação coletiva foi nesta quinta-feira (16). Homens e mulheres ficaram de cueca e calcinha.
"Viva o conforto. Abaixo às calças."
Esse era o lema do grupo de pessoas que realizou na noite desta quinta-feira (16) um ato de ousadia: tirou as calças dentro do Metrô de São Paulo. É o “No Pants Day”, que tem a adesão, na maioria, de internautas. De acordo com o blog dos organizadores, o objetivo dos participantes era “ficar confortável, surpreender e levar bom humor a um dia comum das pessoas de São Paulo”.
Genial!!!!
Juro que é nessas horas que paro e penso...
Como existe gente imbecil que não tem o que fazer!!!
Isso me remete àquele dito popular: "Mente vazia só faz porcaria" (Era alguma coisa assim...)
Vamos analisar devagar, começando pelo lema do grupo:
"Viva o conforto. Abaixo às calças."
Qual é o inferno de sentido que isso faz?
A principal idéia que me veio na cabeça foi:
Por que eu não tive o prazer de encontrar um cara desse ontem à noite e poder rir abertamente de sua inteligência inferior à de um porta-guardanapos?
Aí vem uma foto curiosa...
Um cara utilizando óculos escuros à noite, dentro do metrô, com uma camisa semelhante à de um mágico de boteco, de cueca, sentado e mexendo no celular...
BRILHANTE!!! (SIM, EM LETRAS GARRAFAIS PARA ENALTECER O SENTIMENTO DE SURPRESA)
Olha... Um vidro de ervilha vencido teria uma idéia de protesto mais interessante. Se é um protesto pelo conforto no metrô, por que raios o ser está sentado???
Numa boa, se ele estivesse com uma calça de madeira de pau-brasil, uma japona de zinco, com um cachecol vermelho de cartolina e com sapatos de saco de lixo, bem como viajando de pé, poderia me convencer de que está fazendo um protesto.
Sabe qual o problema?? As pessoas não pensam no que estão fazendo... a maioria está lá simplesmente por que achou legal a idéia de desfilar de cueca e blusa por aí.
E ai os organizadores dessa porcaria vem com aquele discursinho furado de que não estão fazendo isso para desrespeitar os usuários do metrô e que tudo é uma forma bem humorada de surpreender a população...
Me diga qual é a credibilidade de um palhaço pelado?
Pessoal, na real... querem divertir a população ou fazer protesto? Vocês não sabem o que querem.
Quando quiserem divertir a população e chamar a atenção coloquem suas roupas de baixo na cabeça, vistam suas meias como protetores auriculares e coloquem pregadores de roupa nos mamilos... ou melhor... comprem fantasias de gravata; assim, cada um vai poder desfilar com um modelo diferente pelo subterrâneo paulistano.
Outra coisa... sinceramente, eu não ligaria de ver um cara de cueca no metrô, agora fico imaginando se minha avó (muitas pessoas de idade andam de metrô) estivesse num vagão e entrasse um bando de adolescentes que não tem o que fazer vestidos com a roupa de baixo... Tenho certeza que ela se sentiria ofendida.
Isso é desrespeitar sim a cultura dos outros, me desculpe a transparência.
O que me deixa mais puto é que nem metade dessas pessoas são usuárias assíduas de transportes públicos e tenho certeza que a maioria desfila com carrões para lá e para cá.
Não me venha com essa de que não posso falar, pego metrô pelo menos duas vezes por dia em horário de pico e sei o que é ter que criar uma estratégia para não chegar com o paletó rasgado no estágio; mas mais uma vez digo...
O problema não é o metrô, são as pessoas que andam nele. É muito fácil criticar o governo quando não fazemos nem mesmo nosso papel social. Não estou dizendo que as coisas não podiam ser melhores, só que às vezes reclamamos de barriga bem cheia.
A maioria dos protestos hoje em dia é feita para sair na mídia e não para surtirem algum tipo de efeito na sociedade, isso vai desde o MST até os estudantes mauricinhos ou não... Todos só querem aparecer e ver a repercussão de atos imbecis.
Pessoal, vamos trabalhar... esse é o melhor jeito de contribuir com alguma coisa; ou sejam pelo menos criativos na hora de protestar por uma coisa.
Façam fazer sentido.
Um abraço.
sexta-feira, 17 de abril de 2009
Desembalos de um Sábado à noite
"Pela primeira vez alguém irá postar anonimamente neste capicioso blog, o que me deixa até mesmo orgulhoso deste momento, vez que o texto a ser escrito tem conteúdo um tanto quanto... pornográfico?!?!?
Eu não diria isso por completo. O momento envolvia certa libidinosidade, mas o ponto alto, o frenesi, o êxtase, foi uma das coisas mais esquisitas que presenciei. Sem maior delonga, serei objetivo e passarei a compartilhar esse momento.
Um dia, digo, uma noite, mais especificamente um sábado à noite, estava eu em meu lar sem nada para ser feito, o que em nossa idade é bem atípico, vez que estamos sempre ocupadíssimos com churrascos, baladinhas, micaretinhas, fodinhas, etc.
Pois bem, estava eu, provavelmente em altas horas da madrugada procurando alguma progrmação em nossa grade televisiva para me distrair, me fazer pegar no nosso. Sabe aqueles dias que os problemas te assombram e nada de pegar no sono?
Apelei, me deixei cair em tentação e... sim (adoraria refutar este fato!!) coloquei no “Cinemax Prime” com a promíscua finalidade de assistir uma despretenciosa cena de amor no sofá. (haha eu não acredito que estou escrevendo isso aqui!! Hahahaha)
Filme pornô me lembra virilidade, alegria, “suadeira”, etc. ............. detalhes à parte, irei ao que realmente interessa.
Estava nossa querida atriz pornô, a qual chamarei a partir deste momento de “Elemento X”, no colo de nosso querido (nem tanto) ator pornô, o qual chamarei a partir deste momento de “Elemento Y” (Sim, é uma referência aos gametas sexuais), emitindo sons diversos, os tão conhecidos em filmes desta laia, como por exemplo: “fuck me”, “ahhhhhhhhhhhhhhhhh ahhhhhhhhhhhhhhhhhhh uhhhhhhhhhhhhhhhhh ihhhhhhhhhhhhhhh ieahhhhhhhhhhhhhhhhhhh”, etc.
E lá estava Elemento X, como louca, tendo 16 orgasmos na mesma cena, momento empolgante, meu deus, eu no meu sofá também me divertindo demais, agradecendo a tv paga por tal momento QUANDOOOOOOOOO...
QUANDOOOOOOOOOOOO....
QUANDO...
A câmera focalizou o membro de nosso estimado Elemento Y. Sequer a bandeira estava à meio mastro. Era uma broxada total. Quebrou o meu clima... comecei a dar risada e a imaginar o prazer que deveria nossa querida Elemento X estar sentindo no momento. Obviamente, não sejamos hipócritas a ponto de dizer que ela estava tendo prazer, mas diante do “problema de disfunção erétil” exposto acima, ficou mais engraçado ainda.
Mas o fato é que ela fazia uma cara de prazer intenso!!
É neste momento que paro tudo que estou fazendo (sim, eu estava fazendo justiça com as próprias mãos), e começo a, REALMENTE, prestar atenção no filme com a intenção de encontrar outro momento bizarro.
Não achei, mas isso ficou em minha memória por tempos.
Não, esse não foi o ápice deste texto que vos escrevo, caros colegas da Faculdade de Direito de São Bernardo do Campo, vulga autarquia Municipal, Vulga FDSBC, vulga “facul”, vulga “bar do Papel”...
Pois bem, após uns 2 meses estava eu na faculdade conversando com Márcio* (este é um nome fictício, a fim de preservar a real identidade do conviva) sobre o que eu iria fazer no sábado seguinte, quando falei: “Então, amanhã ficarei em casa, talvez eu assista um Cinemax Prime e vá dormir... nada de bom planejado até o momento...”... quando Márcio* (relembrando que é um nome fictício) dá uma risadinha maliciosa... olha para cima e esboça fazer algum comentário. Se contém. Apenas por instantes.
Sem hesitar, abre o jogo: “Cara, os filmes desse canal são os piores... teve uma vez que eu estava assistindo e... haha... e... haha...” sem deixar ele terminar, emendei, como se tivesse lido sua mente “você tá tentando falar do membro flácido do Elemento Y da vez no sofá??” ele, surpreendemente, responde à gargalhadas!! Sim!!! Tinhamos assistido ao mesmo filme na mesma data e tinhamos nos apegado ao mesmo “detalhe”.
Isso foi demais!!! Eu jamais imaginaria que outro conviva, vulgo Márcio*, iria prestar atenção em fato tão, tão, tão....... mole?!?! Hahahaha
Diante disto, só tenho a agradecer ao Elemento Y, à Elemento X, ao caro conviva Márcio*, a mim, à Xuxa e especialemente à Sasha!!
Obrigado Cinemax Prime!
Obrigado Padre Marcelo Rossi.
Obrigado Rui Copolla Júnior (por me foder ontem).
Obrigado professor de Direito Internacional (não sei o nome dele).
Claro que não irei me identificar ao final de um texto como este, afinal, tenho uma reputação (haha) a zelar, um nome a carregar e muito orgulho pra dizer que perdí um sábado à noite em frente ao Elemento Y, Elemento X... blá blá....
O que fica como lição de moral no dia de hoje é que se você tem um amigo que faz cinema ou algo do gênero, peça para que o mesmo fique atento aos MÍNIMOS detalhes!! Hahaha
Autoria de Gianfrancesco* (este é um nome fictício, a fim de preservar a real identidade do conviva)"
segunda-feira, 13 de abril de 2009
"Maratona da babaquice"
Bom, mesmo estando numa semana de provas altamente desagradável, achei um tempinho para publicar alguma coisa...
Resolvi, dessa forma, postar algo que acontece com as pessoas no dia a dia, até por que quando é dessa forma, as pessoas leem (essa maldita reforma ortográfica de novo...) mais rápido. Acaba ficando algo de mais fácil compreensão.
Fato é que estava eu, humilde estagiário pensando...
Sabe, não costumo pensar muito profundamente em certas coisas (eu acho), prefiro ter uma idéia superficial de determinados acontecimentos e comportamentos humanos, por que se não acabo me perdendo nas idéias... mas dessa vez resolvi pensar... e como não poderia deixar de ser...
Deu merda! Me decepcionei conosco de novo...
Para ser mais claro o tema é: A competição burra das pessoas...
Hoje quando andava de metrô reparei em uma coisa... o quão desesperada as pessoas ficam para passar nas catracas...
que coisa idiota... para que?
Uma coisa é a situação daquelas pessoas que estão com pressa e atrasadas, que não correm só para passar na catraca, mas para conseguir entrar no primeiro trem que estiver vindo, visando não se atrasar ainda mais... outra situação é aquela das pessoas que correm para passar na catraca para depois andarem como múmias paralíticas bêbadas...
Desculpe, mas para mim é uma situação de extremo egoísmo e incapacidade mental... e peço que pensem nas pequenas coisas... por que é nelas que vemos a situação precária do mundo...
A não ser que eu não saiba, mas acho que as primeiras 100 pessoas que passam por aquela porcaria giratória não ganham nenhum tipo de prêmio, ou ganham? por que se por acaso ganharem vou ser o primeiro a levantar a mão e gritar com alegria: "Desculpe... eu sou um verdadeiro idiota!"
Mas até que é engraçado... pego o metrô no Brás e devo admitir que quando não estou atrasado fico observando... fico andando calmamente e rindo internamente da nossa triste situação... de como as pessoas agem de algumas formas das quais elas mesmas não sabem os motivos. Não passamos de cabeças não pensantes consumidas pela competição... Não uma competição saudável, quem tem uma razão, mas alguma coisa que me lembra um cara comendo papel crepom azul calcinha... trajando somente um chapéu, confeccionado unicamente com lasanha recheada de legumes...
Sempre tem aquela tiazinha gordinha cheia de sacolas de mercado que sai correndo e se atrapalha para passar; aí vem aquele aquele típico "mano", acompanhado de 3 comparsas, trajando uma camisa de rapper americano e utilizando daquela ginga de panda dopado... empurrando a catraca como se fosse uma porta de boteco e ouvindo funk, não no fone, mas como se estivesse com um microsystem nas costas...; aí vem o roqueiro... cara de mal e cabelo comprido... o rosto semelhante a um maracujá de final de feira... fone de ouvido e violência ao empurrar pessoas; e como poderia esquecer do caminhar fedorento dos caras que não tomam banho??? parece que passam desodorante de urina...
Brincadeiras à parte, reparem...
A competição não pára na catraca, e aí vem a parte mais esquisita...
Escada rolante...
Abre a porta do metrô e as pessoas começam a se empurrar e a se pisotear... vamos chamar isso de "efeito da avalanche estúpida". Pedras gananciosas na porta preenchem o ambiente (daquelas que não deixam as pessoas nem entrarem nem sairem, já que querem ficar na porta, visando uma saída mais ligeira no desembarque, mesmo que tenham que fazer isso por 15 estações), e apenas para melhorar, o cardume humano se debate e se aperta em conjunto, como se estivessem todos presos numa rede de pesca... As barras de ferro ensebadas somente temperam o ambiente.
Os que conseguem se livrar de tal avalanche enfrentam a tão disputada escada rolante...
Está desenhado meu Deus!!!! O povo tem preguiça até de ver desenhos!!!
E ainda está escrito: "Deixe o lado esquerdo livre para passagem"...
Deviam por um cara fantasiado de pomba e com um megafone na mão instruindo as pessoas...
Por que raios essa gente pára do lado esquerdo??? só pode ser de brincadeira!!! Só para enaltecer a idéia, antes de estacionarem seus corpinhos preguiçosos do lado esquerdo da escada, advinhem o que essas pessoas estavam fazendo??Disputando a maratona da babaquice... para ver quem chega primeiro na escada rolante...
Acho que vou para meu quarto chorar por toda essa burrice...
Um abraço.
terça-feira, 7 de abril de 2009
Labirintos Alternativos
atendendo, mais uma vez (segunda), um dos mais sérios objetivos do blog, segue abaixo um texto enviado por um de nossos leitores....
Esta é a primeira vez que escrevo para este humilde, porém estimado blog.
Há tempos tento vos escrever, mas um empecilho sempre aparece. Costumam chamá-lo de preguiça.
Pois bem, o que passo a relatar ocorreu comigo na data de ontem, domingo (ao escrever imaginei o Cid Moreira falando: “Hoje é domiiiingo, é FANTÁSTICO!!!).
Voltando ao assunto, com a finalidade prepíscua que todos entendam o que passei, volto ao “causo” ocorrido. Após a prestimosa aula de ética no sábado de manhã, fui intimado a comparecer em um churrasco na localidade de Taiaçupeba, município de Mogi das Cruzes. Não, eu não fazia a mínima idéia de como chegar lá.
Por sorte, quando estava fazendo compas no Extra da Via Anchieta me deparei com o primo do aniversariante, não precisando me preocupar mais com o caminho do “lugar nenhum”.
Mesmo com um aparelho GPS (Global Posicion System) de última geração, preferí não me arriscar, pois como todos sabemos, nestes lugares longíquos, estradas de terra são frequentemente invadidas e bloqueadas por camponeses que não fazem a mínima idéia de quão importante é o direito de ir e vir.
Cheguei ao local pretendido após uma hora e meia de caravana e o que aconteceu por lá não vem ao caso.
Domingo, 3 horas da tarde. Hora de ir pra casa.
Todos estavam enrolando a beça para ir embora. Não tinha mais nada pra fazer lá e todos, num momento de sobriedade, olhamos uns aos outros e decidimos: Vamos embora, porra!
Todos arrumados, carros prontos e... e... e... o cara que sabia o caminho começou a enrolar. Que merda! Sem pensar, liguei meu GPS e fiquei muito feliz quando ele achou sinal no meio do nada e ainda me perguntou se eu queria fazer o caminho mais curto ou mais rápido. Escolhí o mais rápido.
Como uma criança de 9 anos da Zona Leste que acabara de ganhar um convite para o Play Center na noite do terror, dei um sorrido malígno a todos e disse: “Galera, to vazando... me viro pra voltar!!” Erro número 1
Seguindo as instruções de meu amigo com voz robótica, segui caminho, até mesmo reconhecendo as mais belas construções civis da humanidade (refiro-me a uma casa sem janelas e pintada com um verde Hulk).
Eis que ele me manda entrar no meio de uma estrada de terra. Até então, tudo bem, pois no caminho de vinda enfrentei duas estradas terráqueas (haha). Dirijo por aproximadamente 5 kilometros, quando o senhor GPS me manda pegar uma “esquerda” um tanto quanto suspeita. Eu, mais perdido que cego em tiroteio, sigo as instruções fielmente. Erro número 2
Após 2 minutos a alegria! Uma casa no meio da estrada!!! Sim, no mapa tudo indicava que alí havia uma estrada. Desço do carro humildemente, bato palmas e um senhor de aproximadamente 59 anos me atende. Com um voz e expressão corporal de ébrio habitual diz: “Nossa, que cê quer aqui??” respondo: “A estrada que passa alí atrás da sua casa é a continuação desta que eu estou”? e ele: “ERA!! No começo do ano fiz esse muro. Passava carro demais aqui.”. Pensei: “Nossa, o cara é gente que faz!” Como tinha vindo direto da aula de ética e meu Vade Mecum estava no banco de trás do carro, peguei-o abrí no artigo 5 e lí ao senhor sobre o direito de ir e vir. Em vão. Vendo ser impossível transpor tal obstáculo, preferí perguntar como chegar a Via Anchieta. Como estava mais pra lá do que pra cá, nem falar conseguiu.
Começou aí a minha saga para achar o caminho de volta. Indagava as mais variadas pessoas. De japoneses idosos (provavelmente hortifrutigranjeiros) até crianças da roça. E nada. Respostas como “não sou daqui” e “olha, eu acho que se você seguir nessa picada por mais uns 65 kilometros dá lá” me revoltavam, afinal, o único meio de encontrar a civilização é através da Anchieta. Como poderiam não saber??????
Até que encontro um japonês pilotando (isso mesmo) um trator... parei o carro no meio da estrada para ele parar também e perguntei como fazer pra dar na tal rodovia. Ele desceu, desligou seu possante e deu uma risada do mau! (muah muah)... você está no lugar errado!!
Volte para o asfalto e quando avistar um armazém vire a esquerda. No meio das duas lombadas vire de novo e siga em frente quando ver a escolinha. SENTI FIRMEZA NO NIPÔNICO. Agradecí e me fui.
Tinha plena convicção que após uma hora e vinte minutos rodando como besta encontraria a salvação. Eis que.......................................
Me perdí de novo.
Chorei... Lígia, nobre estudante de direito que ao meu lado estava sentada dava gargalhadas, zombava de minha pessoa e de meu aparelho eletrônico sem utilidade.
Pensei em deixá-la no mesmo local. Afinal, mulheres tem um péssimo senso de humor quando estamos perdidos. Fere a masculinidade e baixa o nível de testosterona.
Bom, já sem esperanças de voltar à minha cidade natal, saí do carro e comecei a gritar: Por que???????????????? Nãoooooooooooooooo!!! (Isso foi mesmo insano) ... comecei até em pensar a comprar um terreninho, fazer um puxadinho e me mudar para o local...
Eis que............ surge um lagarto e me diz: “Dê meia volta e vire na próxima direita.”
Achei estranho um ser como aquele conversar comigo, mas obedecí e me fui...
Após 4 minutos rodando achei uma placa indicando o nome de minha tão sonhada cidade.
Chorei, chorei e chorei mais um pouco...
Lígia, a já dita ocupante do banco do passageiro fez uma cara de “ah, tava tão legal vê-lo desesperado.....”.
Ufa, só pensava em ufa.
Após 2 horas e cinquenta minutos rodando como besta cheguei em casa. Parecia que tinha ido e voltado ao Rio de Janeiro sem parar....
O que ficou de lição pra mim nesse dia é: “se você acha que seus direitos constitucionais estão assegurados mesmo em uma longíqua estrada de terra, esqueça, pois um camponês que nunca leu nossa Carta Magna pode ter construído um muro de arrimo no meio da porra da estrada, fodendo a tudo e a todos.”
E tenho dito.
Texto de autoria de de meu caro colega Felipe Malentachi, vulgo Chapolas, vulgo superativo...
segunda-feira, 6 de abril de 2009
Os pequenos gestos da vida...
Era uma sexta-feira e, após um longo dia de trabalho, finalmente chegou a hora de ir para casa e descansar uns poucos minutos antes de ir para a faculdade.
Entrei em meu humilde carro e tomei o rumo para minha casa. O caminho que faço para ir para casa é basicamente composto por duas grandes avenidas e ao chegar na primeira notei que o trânsito já estava um pouco acima do normal. Pensei: “Bom, se aqui já esta assim mais pra frente deve estar ainda mais parado!”
Logo, sem pensar duas vezes, resolvi ir por um caminho alternativo que embora fosse mais longo, deveria estar com o trânsito melhor.
Deveria...
O maldito caminho alternativo estava ainda mais infernal. Carro parados por todos os lados, muitos deles guiados por seres de inteligência igual ou superior à de um amendoim que insistiam em ficar apertando a porra da buzina como se isso fosse, milagrosamente, fazer o trânsito desaparecer!
Ótimo, lá estava eu parado naquele trânsito infernal, sob um sol mais quente que as bolas do capeta e sem nenhuma perspectiva de chegar em casa a tempo de ao menos comer alguma coisa. O stress estava ficando tão elevado que nem os CDs de New Age que escuto para me acalmar estavam surtindo mais efeito...
Buscando me distrair um pouco para tentar relaxar começo a observar os carros ao meu redor e nisso constato que à minha frente encontra-se uma perua escolar e, dentro dela, um pequeno ser me observa.
Era um menino que devia ter uns 6 ou 7 anos, com olhos grandes e brilhantes devidamente instalados em sua cabeça enorme. Ele me olhava de forma serena, totalmente indiferente ao caos que se dava a sua volta.
De repente, o pequeno ser levemente levanta sua mão e estende seu polegar, fazendo um sinal de “jóia” para mim.
Na hora fiquei sem reação. Eu jamais poderia imaginar um gesto tão bonito e afetivo era diante de um quadro tão assolador quanto aquele em que eu me encontrava. As pessoas ainda tinham a capacidade de ser gentis por mais que a situação fosse ruim. O mundo ainda tinha solução.
Nessa hora, minha cara fechada deu lugar a um leve sorriso e, retribuindo a gentileza, também fiz “jóia” para o pequeno gnomo à frente.
Entretanto, nessa mesma hora o rapazinho, ao ver que retribui o sinal, virou sua mão para baixo (igual os imperadores faziam no coliseu quando não gostavam do desempenho do gladiador que lá se encontrava decidindo, então, que deviam morrer). E, junto com seu “jóia para baixo” aquele filho do satã botou sua pequena língua rósea para fora, a qual balançava feito uma cobra.
Filho de uma puta!
Fiquei encarando o maldito com uma cara de reprovação para ver se ele parava, mas quanto mais eu fechava minha cara mais o desgraçadinho fazia caretas.
Vendo que não teria jeito resolvi tomar uma atitude. Comecei a sorrir levemente e bem devagar levantei minha mão e estendi meu dedo do meio para o fedelho. Sim, mostrei o dedo do meio e comecei a retribuir as caretas.
Tal gesto parece ter instigado ainda mais o “filho do chuck” que por sua vez retribui as caretas, agora com mais ênfase.
Nesse mesmo momento, ergui meu outro dedo do meio e, inconformado com tamanha falta de educação, comecei a gritar de dentro do carro:
“- Veadinho! ...Seu bostinha!... Seu pai é veado!... Sua mãe é puta...”
O moleque fez uma cara de espanto, colocou suas mãos na boca e ficou com aquela cara de “ele falou palavrão...”. Nessa mesma o trânsito andou um pouco e a perua entrou em uma rua, saindo da minha frente.
Eu ganhei a batalha! Sim, deixei a reencarnação “do belzebu” sem ação!
O trânsito parou novamente, porém agora eu ostentava um belo sorriso em minha face por ter ganhado do pivete. Quando me viro para o lado observo uma senhora, aparentando uns 60 e poucos anos, balançando sua cabeça de um lado para o outro com um ar reprovador como quem diz: “- Desse tamanho e mostrando o dedo para uma criança... tisc tisc”.
Sim, a velha viu tudo. Porra, mais foi o veadinho que começou! Ele que me provocou! Aquele era o dia de pegar no meu pé? Primeiro o pivete e agora a velha?!
Assim que o trânsito andou novamente não tive dúvidas, abri a janela do carro, dei uma buzinadinha e quando a velha olhou para mim estendi meus dois dedos do meio para ela que ficou com uma cara de espanto semelhante à do menino.
Entrei em um retorno a frente e observei pelo retrovisor a velhinha que certamente estava proferindo palavras não muito bonitas.
Ganhei da sexagenária também!
Nesse dia cheguei em casa tranqüilo e aliviado, como se não tivesse pego trânsito algum...
Logo, se você esta estressado experimente mostrar o dedo do meio para alguém. Você certamente irá se sentir mais leve.
São esses pequenos gestos que fazem da nossa vida mais feliz!
quarta-feira, 1 de abril de 2009
Resolvi relembrar alguns momentos passados... então segue um momento desabafo... para que todos saibam do que se trata...
Sabe...Ontem uma amiga minha da faculdade, meio distraída, após uma brincadeira de mau gosto de um colega (que disse que era sua vez de responder à chamada quando não o era - isso mesmo... na chamada, juro que não estudo no maternal), levantou a mão e gritou seu nome. A professora, surpresa, a olhou com uma cara de que não tinha entendido o porquê daquele gesto (Eu também não entenderia..) cumprimentou-a com aquela cara de "Ah.. legal.. boa noite e muito prazer..." e continuou a chamar nomes e a marcar presenças e faltas.
Imagino o quão idiota a colega deve ter se sentido, mas como forma de tentar aliviar seu sofrimento, lá vou eu outra vez...
Sempre fui uma pessoa envergonhada, daquelas que não tinha muito jogo de cintura para fazer novos amigos, não estou falando que não tinha amigos, mas que comecei a ter mais amigos aprendendo alguns macetes e tentando compreender melhor a atitude das pessoas (depois descobri a coisa das máscaras de carnaval e dos atores sem papel...), mas às vezes nem mesmo o mais renomado psicólogo pode entender alguns atos como o que descreverei agora...
Há muito tempo atrás conhecia uma menina que era estranha...Não... Vamos expressar mais a realidade ok? Ela era muito estranha... Me lembro dela se parecer com uma manjuba de roupa... sim, era exatamente um peixe de macacão, meia de cano curto e sandálias...
Mas o que era engraçado é que mesmo ela parecendo o tal peixe tinha uma moral bem elevada a ponto de se achar gostosa (só se for servida com muita caipirinha e na praia)... Recordo-me que uma vez conversava com essa menina no shopping, sentado na praça de alimentação, e não sei por que ela achou que tinha um rapaz olhando para ela, que estava sendo flertada...
Vamos lá... se fosse um cara feio tudo bem (Não pensem que sou de ficar achando homem bonito...), mas dava para perceber pelo tamanho do braço do cara que ele, além de não comer fritura (no caso manjuba), apreciava carne bovina de 1ª (estando acompanhado de um belo filet mignon - não estou sendo machista, ok?). Olha... garanto que ele não estava olhando para ela (talvez para dar risada...), mas de qualquer forma, tentei acreditar que estava presenciando um milagre, por mais difícil que isso fosse.
A melhor parte, é que acreditando em sua própria mentira, ou tendo um ataque epilético de excesso de confiança, ela virou para o rapaz, que estava com um semblante sereno, esperou até que ele percebesse que estava sendo observado por um ET, e deu-lhe uma piscadinha.Vou te falar que eu não acreditei naquilo e que logo após esse ato bêbado, abaixei minha cabeça loura como uma criança de 12 anos que não conseguiu se segurar para ir ao banheiro em plena escola, sendo vítima de sua própria desinteria , pensando que podia ser um ninja ou um ilusionista para desaparecer daquele cenário vergonhoso e reaparecer no aconchegante sofá de casa, com uma lata de cerveja na mão e um balde de frango à passarinho entre as pernas .
O fato real é que não sumi (por que raios não aprendi a fazer isso?), pensei em sair correndo, mas seria ridículo, então resolvi ficar e olhar para o rosto do rapaz, a sua reação, diante daquele chute no meio do saco. Percebi que ele não havia entendido o ocorrido, exatamente como aquela situação terrível sobre quando engolimos o chiclete sem querer... A manjuba, não feliz em me fazer parecer um camarão no espeto (em pleno verão carioca) de vergonha, resolve continuar a paquera, como se o homem tivesse dado bola em ver uma menina franzina com uma grande cabeça de peixe piscando com apenas um olho...
Ele deve ter achado que ela era um pirata ou algum tipo de besouro mutante de ressaca...
Mais uma vez ela ataca, torna a olhar para o rapaz, mas dessa vez é diferente, há determinação, tipo Quasímodo olhando para a cigana (Corcunda de Notre Dame), mostrava seu lado mais sedutor, então resolveu dar ao garoto um sorriso...
Genial!!!
Seria.. se a sereia não se transformasse em alguma coisa do tipo uma hiena de aparelho. Ok.. prometi que seria o mais realista possível.. Era incrível o tamanho daquela gengiva, sempre achei isso, mas daquela vez estava espetacular, ela sorria com muita vontade; como se tivesse ganho uma cesta pornô no Bingo...
O Bombadinho, percebendo a merda, se escondeu atrás do sorvete que tomava com cara de enjoado, desejando ser mais feio, para que aquilo não estivesse acontecendo. Eu, chocado com aquele momento (mesma situação se tivessem gorfado macarrão em cima da minha mesa e houvesse respingado no meu rosto, ou se tivessem gorfado no meu rosto), como todos que nos cercavam, fiquei pensando...
Qual seria a porcaria da beleza que existia naquilo...Porra!!!! Ela não se olha no espelho? Não é por ser feio, eu sou feio, mas sabe... tenho consciência né?? O rapaz, passando mal com a situação, afinal o sorriso foi para ele, pálido como se tivesse doado 30 litros de sangue para um guaxinim decaptado, se retirou apressadamente do local, devia estar pensando o que ele tinha feito para merecer aquilo...
A manjuba achou que estava abalando, e manteve o sorriso gigante e atraente (para seres marinhos)
Olha... é melhor se sentir idiota tendo consciência do que foi feito do que não se sentir idiota depois de fazer bosta..
Um Bom Dia para todos!!
segunda-feira, 30 de março de 2009
Uma esmola pelo Amor de Deus
Venho mais uma vez escrever-lhes... desta vez acompanhado por um sentimento de pesar que me dói até o joelho... Não por que estou triste com alguma coisa insignificante (isso acontece por vezes), mas por que estou chateado com a forma cada vez mais apelativa que as pessoas se dirigem às outras para conseguir o que lhes interessa (E isso se resume na maioria das vezes em $$, o que me deixa mais deprimido). Não posso julgar por mim mesmo e afirmar o que se passa na cabeça das pessoas, mas acabo interpretando seu comportamento, de forma a chegar a conclusões que podem estar equivocadas, mas que mesmo assim prefiro expor, visando colocar em cheque o poder de discernimento de cada um. Tirem suas próprias conclusões (espero que sintam o dilema em que vivemos – O Carnaval Social está quase em seu ápice).
O fato é que andava tranqüilo pela rua quando avistei (como uma carimbeira que tem sede pelo papel) a seguinte frase, escrita em vermelho num fundo branco e com letras garrafais: “AJUDE UM CEGO QUE DEUS TE AJUDA” (logo, “Não me ajude e vá para o inferno”).
Posso eu, humilde estagiário concluir que se eu não ajudar o cego, Deus não vai me ajudar? (como se praticamente tudo não dependesse de mim mesmo... e como se meu movimento pelo mundo fosse comparado a uma folha de uma árvore qualquer que viaja com o vento ao se desprender do galho – que poético).
Sabe, muitas das pessoas que eu comentei sobre o ocorrido não viam problemas na frase. Pode ser que haja certo tom de malícia no meu pensamento (o que me deixa um pouco ansioso), mas devo admitir que depois de momentos pensando nisso, cheguei à conclusão de que não...
Não sou a pessoa que mais acredita em Deus no mundo, não por nada, só não tenho um pensamento carregado de certeza do que acho ser certo (e alguém definitivamente tem? O que nos resta é crer em alguma coisa...), acho que muita coisa que ouvimos é absurda hipocresia, da mais mal pensada, mas sei que muita gente acredita (a grande maioria)... afinal, a mídia afirma, ainda que entrelinhas, então por que não acreditar? A igreja (isso não inclui somente a católica) está sempre disparando tiros certeiros na cabeça das pessoas (é minha opinião), discretamente, mas de forma eficaz.
São brilhantes para controlar as pessoas (não passamos de bichinhos de estimação)!
Engraçado, mas isso me remete a um pensamento de que somos latas de tinta vazias, dispostas a serem enchidas do que for publicado pela mídia, afinal, crescemos com a esperança de que tudo que é publicado é verdadeiro (a boa e velha presunção ignorante, que vive presente nas idéias da maioria social)
Agora resumi sem querer o que quero dizer... se muita gente acredita no que é hipócrita, por que não acreditariam na referida frase? Ninguém pára para refletir.
Concordam comigo que é apelação?
Não estou dizendo que é pura picaretagem, pode ser que exista certo tom de desespero, mas ninguém me convence que é uma frase inocente... Ele sabe o poder do que está escrito lá (fator consciência e fator medo) e com certeza vai conseguir alcançar seu interesse com isso, vulgo mais dinheiro. Não me venham com aquela história: “Coitadinho do cego...”, como se ele fosse um ser indefeso e que não tivesse inteligência.
Acredito que por ser cego a sensibilidade da pessoa pelo mundo aumenta, o que a torna mais hábil com as pessoas (não quero dizer que o cego é uma pessoa perigosa, mas que ele é tão indefeso quanto qualquer um).
O que me deixa chateado ver a maioria dando o braço a torcer por uma frase como essa... de ver a ignorância flutuando e a cara da maioria sendo espancada pela esperteza de alguns...
Sinceramente, não me importa o motivo...
Criticamos muito os políticos pela suas ações, mas no cair da noite (quero ser contraditório no que escrevi a seguir), até um “inocente” cego pedindo dinheiro numa tarde ensolarada, utiliza da mesma fonte que aqueles usufruem pra se manter no poder: A ignorância alheia.
Bendita Cegonha
De forma que segue.
André.
Bendita Cegonha
Caros convivas, para mim é um prazer inenarrável, colocar breves palavras nesse egrégio blog.
Tentarei ser o mais sucinto possível sem deixar perder a idéia principal.
Bom, quem não gosta de um assaz aprazível Happy Hour (vulgo cachaçada maluca), conversar amenidades e ter seu momento de descontração?!
Eu também sou assim, tudo bem, ainda que acabe acarretando sérios problemas com a minha faculdade, mas isso não vem ao caso agora.
Acontece que ontem tive uma experiência singular e vou discorrê-la para os amigos aqui presentes.
Quem nunca ouviu os pais, a TV (sim, a TV fala muita merda), sua tia, o pipoqueiro ou até mesmo uma criança ruiva com o nariz escorrendo proferirem a seguinte frase: “Você veio em uma cegonha.”
Tá, ok. Não vou questionar nada aqui, cada um tem o direito de ir e vir em qualquer coisa que seja, desde uma jangada feita com madeiras de sequóia da região central da Nigéria ou uma cegonha com um bico morfético e uma fralda branca que esconde a sua bunda.
Fato é que ontem, posteriormente ao Happy, a propósito preciso dizer isso aqui: Não volto mais no Bar Brahma na saudosa Ipiranga com a São João, mais conhecido como bar do ‘espeta’. Uma vez tive a oportunidade de ir a um restaurante em Bordeaux e desfrutar de diversos pratos, quais sejam, queijo brie com azeitonas macedônicas ao molho de lula gripada, risoto de ganso manco, vinhos da safra de 1852 e não gastei tanto quanto nesse bendito Bar Brahma, enfim.Mais tarde fui desfrutar de um recinto o qual me agrada muito, para tomar cerveja e ouvir músicas da melhor qualidade.
E desde o início pensando como eu iria voltar para casa, visto que estou na fase de universitário falido, sem carro, dinheiro enxuto e todas as maravilhas mais que só essa época nos proporciona. Mas também, não estava me preocupando muito, se um dia lá atrás, supostamente em fui para casa de cegonha, hoje com 22 anos eu me viro.
Curti a noite, dei risada, tomei “minhas cachaça” e fiz umas piadas. Nossa, espera, preciso contar um lance aqui. Imagino que vocês já devem ter visto aquele adereço que as gurias estão colocando no pescoço que eu acho até style, sério mesmo, o famoso lenço da palestina.
Mas meu, tinha uma guria com isso no pescoço, só que ela realmente era desprovida de muita beleza e o efeito acabou sendo o inverso, eu achei que estivesse frente a um integrante do Hamas. Agora fudeu, fudeu, fudeu, não tem jeito, to fudido. Aí eu olhava para ela para reparar e ela ficava me olhando com aquela cara de..de sei lá, parecia uma receita de vatapá e eu comecei a crer que ela devia ter alguma ligação com os colegas de Gaza. Para minha sorte chegou um cara, que devia ter tomado no mínimo quatro doses de Steinhaeger, duas de Absinto, sete de canelinha e uma aspirina de café e deleitou-se nos braços de nossa amiga do Grupo de Resistência Islâmica.
Bom, eis que chega a hora de ir embora.
Estávamos eu, um amigo e uma amiga.
Na saída eu queria comprar um dog, mas tinha apenas a pífia quantia de R$ 2,00 e o dog era mais de R$ 4,00, pois a salsicha era proveniente de Viena.
Mas voltando a situação “ir embora”, nossa amiga disse, eu levo vocês até algum lugar mais próximo da casa do Recoba, vulgo Bruno, vulgo o amigo da frase acima.
Aí sim, agora tá fera. Demorou!
Bruno diz: Ah, então beleza. Podemos ficar ali antes de entrar na Anchieta, perto do Motel Faraós (tudo bem, tá estranho, mas foi assim. Sejamos fiéis aos fatos).
Dessa forma tocamos o veículo automotor pelas ruas escuras, fétidas e mal cuidadas de nossa querida Sampa City, quando em meio a um barulho que não era conversa chegamos à frase: Então, cá estamos! Sim, cá estamos mesmo, há uns 357 Km do local dito inicialmente, mas tudo bem, não podemos abusar, afinal são 3 horas da manhã e podemos caminhar tranquilamente pela Avenida do Estado até nossas casas (vulgo uma romaria até a Aparecida do Norte). Agradecemos nossa amiga e fomos andando como uma criança de 3 anos no meio de uma tourada espanhola.
Queríamos pedir um táxi, mas estávamos sem grana na hora e os bancos estavam fechados. Então decidimos parar em uma loja de conveniência, para comer algo e pensar melhor sobre como faríamos para terminar a noite em nossas casas, de banho tomado e prontos para acordar em 2 horas (tendo em vista o dia de trabalho que se seguiria). Na loja de conveniência não tinha salgados e o atendente era mão na grama, ou seja, escasso de masculinidade. É, mão na grama, belisca azulejo, caga pra dentro, essas coisas. Nada contra, mas já tinha acontecido tanta coisa naquela noite que tudo era engraçado (mas só depois que passa, na hora não é nada engraçado).
Precisávamos ir embora, sem salgados, sem dinheiro e com uma perspectiva igual ou inferior a zero. Eis que nessa hora Deus envia uma pessoa que pergunta: “Ô, como eu faço para pegar a Anchieta.”
Juro, nessa hora minha cabeça teve seu “momento dadaísmo” e fervilhou com as seguintes palavras todas misturadas como sovaco em Carnaval – carona, noite, cama, cansado, veículo, Anchieta, fome, sorte, fera, impossível, casa.
E então o Bruno disse: “Bom, estamos indo para lá, se você puder dar uma carona para nós...”
E o filho de Deus aceitou para alegria geral da nação.
E assim pegamos a melhor carona da nossa vida, com um tiozinho feríssimo que dirigia uma cegonheira. Nessa hora percebi que precisei de 22 anos para colocar em xeque a história, acho que lá atrás alguém deve ter passado alguma situação similar a nossa e voltou para casa de cegonha.
Eu curti tanto o passeio, que ainda pedi um cigarro para o tiozinho, pois o meu tinha acabado, assim fomos embora tomando um vento no rosto, braço pra fora, conversando amenidades e desfrutando de um Derby vermelho até nosso destino (vulgo Motel Faraós) e rumamos para nossas respectivas casas.
Tio, se algum dia você ler esse texto, saiba que é em sua homenagem.
Agora eu dou mais crédito às frases e histórias de pessoas com mais experiência que eu.
A próxima história que quero descobrir é se tomar manga com leite mata. Se eu morrer, peço para alguém postar a epopéia.
Autoria de Leonardo Mundim.
sexta-feira, 27 de março de 2009
Segura a Perereca...

A que ponto chega a cara de pau das pessoas?
Faço essa pergunta por que hoje me lembrei de algo que aconteceu comigo nos meus tempos de bancário.
Era uma quarta-feira e faltavam uns 15 minutos para que o banco fechasse e eu pudesse finalmente pegar minha alforria e ir para casa após um longo dia de labuta. E nesse dia em especial eu queria muito ir para casa depressa, pois o céu estava completamente preto, anunciando um verdadeiro temporal. E daí que ia chover? E daí que este que vos escreve ia trabalhar de BICICLETA. Isso mesmo, de bicicleta, um meio saudável e limpo de transporte, mas isso não vem ao caso agora.
Bom, lá estava eu contando os minutos para montar na minha bike e ver se conseguia escapar da tempestade eis que, como sempre acontecia quando o banco estava para fechar, uma manada de gente começa a entrar no banco.
Sentou-se na minha mesa uma senhorinha muito simpática, no auge dos seus 139 anos imagino. Dos males o menor. A vantagem de atender gente idosa é que eles, geralmente, não têm nenhum problema com o banco, vão lá só para conversar mesmo, falar da vida, dos netos, dos encontros amorosos com o “Seu Julio”, aquele velhinho sarado de 87 anos que conheceu no bailinho da melhor idade. Enfim, bastava escutá-los, ser simpático e pronto, eles voltavam para casa felizes.
Com a senhorinha não foi diferente. Ela me contava sobre seu neto que tinha acabado de entrar na faculdade de Direito, sobre como ele era estudioso, como era prestativo e todas essas coisas que as avós imaginam que seus netos sejam (mal sabem elas...). Nas tantas de seu monólogo (eu não falava nada, só escutava) dei uma olhada para o céu para avaliar o quanto eu iria me molhar, e quase como uma resposta sádica de São Pedro neste exato momento cai um raio bem próximo da minha agência fazendo um barulho absurdo.
O barulho do trovão foi tão suntuoso que a senhorinha que estava a minha frente soltou um grito de pavor e desse grito algo mais se soltou... a sua dentadura! Isso mesmo, a perereca da veia, aparentemente mal colada, desgrudou-se do céu da boca e com a ajuda da baba que a envolvia deslizou suavemente até parar bem embaixo da minha mesa, em um vão de uns
Ainda assustado com aquela cena no mínimo bisonha a senhoria com toda a tranqüilidade do mundo volta-se para mim e, com aquela boquinha murcha diz: “- Você pode pegar para mim?”
Fiquei sem reação alguma. Velho, ela estava pedindo aquilo mesmo que eu tinha ouvido? Ela queria mesmo que eu pegasse aquele objeto róseo e babado que se encontrava em baixo da minha mesa?
Ela repetiu: “- Filho, você pode pegar pra mim? Caiu ai embaixo da sua mesa.
Sim, eu sei que caiu em baixo da porra da minha mesa! Eu simplesmente não acreditava que ela estava pedindo para que eu pegasse, e pior, não conseguia acreditar que de fato eu teria que pegar! Velho... FODEU!
Momentos de tensão. Eu fiquei ali sentando olhando para a cara dela e tentando imaginar o que fazer diante daquela situação, mas nada me ocorria.
Tomado pelo desespero peguei qualquer pedaço de papel que estava em cima da minha mesa e disse para a senhora: “- Só um minutinho que eu tirar uma cópia desse documento e já volto”. Fui para a máquina de Xerox e deixei a senhorinha lá que ficava acenando desesperadamente para que eu voltasse.
Na máquina de Xerox eu tentava buscar alguma solução para aquele problema enquanto apertava loucamente todos os botões da máquina tentando parecer que estava manuseando-a. Dei uma olhadinha de canto de olho para a senhorinha e percebi que ela estava cada vez mais impaciente e balançava seus braços como um orangotango com coceira no sovaco. Eu não tinha idéia do que fazer!
De repente passa nas minhas costas a minha salvação: O ESTAGIÁRIO!
O chamei e disse: “Brunão, to com um problema aqui! Ta vendo aquela senhorinha ali? Então, ela ta lá desesperada pra ir embora porque não quer pegar chuva e eu estou tendo uns probleminhas aqui com a máquina de Xerox, tem como você pegar um objeto dela que caiu em baixo da minha mesa enquanto eu vou adiantando as coisas por aqui?”
Sim, eu sei que foi sacanagem, mas eu estava desesperado!
Solicito como qualquer bom estagiário ele disse que não haveria problema algum e lá foi ele pegar o “objeto” que se encontrava embaixo da minha mesa.
Nesse momento um sentimento de sadismo começou a ganhar vida dentro de mim. Quando vi que ele estava se agachando e tateando o chão em busca do “objeto” não me contive e comecei a gargalhar sendo obrigado a me virar para não ver a fatídica cena que estava para acontecer!
Alguns instantes depois ele passa novamente nas minhas costas e disse enquanto eu tentava conter o riso: “Velho, você é muito filho da puta!”
A cara de nojo com que ele olhava para mão era impagável. Parecia que sua mão estava se dissolvendo com aquela baba proveniente da perereca.
No fim, a velha foi embora feliz, eu peguei uma chuva proporcional à presepada que tinha feito e o Brunão voltou a falar comigo depois de algumas semanas. Também me fez prometer que nunca contaria isso para ninguém... mal sabe ele que todos os gerentes viram a cena de todos os ângulos nas câmeras de seguranças com direito a zoom na cara dele quando descobriu do que se tratava o “objeto”.
Sim, eu sei que foi mancada, mas como eu disse no início, até onde vai a cara de pau das pessoas!
(p.s.: Brunão, se você estiver lendo isso, saiba que hoje também sou estagiário e que a culpada disso tudo sempre foi e sempre será a senhorinha, se ela tivesse passado Corega nada disso teria acontecido!)
quinta-feira, 26 de março de 2009
Profissão Perigo!

Prezados leitores,
Este será meu primeiro post aqui. Desde já vou avisando que não tenho a mesma facilidade que nosso nobre colega André (principal fomentador deste blog) na arte da escrita, mas farei o possível.
Lendo o texto do colega mencionado acima, mais especificamente sobre a fila do banco, me recordei que um dia já fui bancário e um sentimento sindicalista renasceu dentro de mim, fazendo com que eu me sentisse na obrigação de defender a classe.
Eu estava de bobeira na vida, resolvi prestar o concurso e acabei passando. Como passei eu não faço idéia, afinal, eu nem sequer abri a maldita apostilinha que comprei. Não, não estou querendo me gabar, como quem diz “olha como eu sou esperto, passei no concurso público sem estudar... vixiiiii....”, nada disso. Até então eu atribuía o meu ingresso na carreira pública única e exclusivamente à sorte. Isso até eu conhecer o que de fato é um banco... - e, novamente, não um banco qualquer, mas um banco público - dai vi que de sorte não tinha nada!
Ah, mas dai vem alguém e diz: “- Que nada, ta reclamando do que? Trabalha só seis horas, ganha uma fortuna. Isso é um paraíso. Trabalhar em banco é o emprego perfeito!” (Já escutei muito isso!)
Analisemos então:
Primeiro erro - Sim, a jornada de trabalho de um bancário é de 6 horas diárias. Porém, existe um horário que no banco chamávamos de “horário crítico” e este se dava exatamente quando faltavam 15 minutos para o banco fechar. Nessa hora, todas as pessoas que não vieram ao banco o dia inteiro resolvem vir juntas, como uma grande manada de bois acometidos de aftosa, prontos para matar o primeiro coitado que vissem pela frente porque o banco não pagou o seu cheque (que estava SEM fundos) e agora estava com o nome sujo não sei aonde. Geralmente os casos que surgiam no “horário crítico” eram os mais complicados de se resolver e conseqüentemente demandavam mais tempo.
Bom, diante disso a teoria do “só 6 horas” já foi para o espaço.
Segundo erro – Uma fortuna? O salário não é grande coisa, como muita gente pensa. Não é ruim, mas não é bom. Você alguma vez já viu um bancário rico? Algum bancário andando por ai com um carrão e tudo mais? Entendam, a única pessoa que fica rica com banco é o Banqueiro! (* Lembrando, bancário é diferente de Banqueiro! – um erro comum entre as pessoas)
Terceiro erro – Trabalhar em um banco é TUDO, menos um paraíso. Imagine um lugar aonde as pessoas já vão pré-dispostas a brigar com você. Onde as pessoas que freqüentam só têm duas coisas em comum:
1 - Problemas;
2 - Ódio mortal por você porque elas estão com problemas. Quando eu digo “problemas” (ou “poblemas” / “probremas” / “plobremas” e demais variações... [é tão difícil assim falar essa palavra?]) entenda todos os tipos de problemas, incluindo problemas em casa, sexuais, no trabalho, enfim, todos os tipos de problemas eram compartilhados com a gente (como se nós além de bancários fossemos psicólogos!). Nós basicamente éramos os culpados por todos os problemas deles! TODOS! Quer salvar o mundo, acabar com a fome e com a falta de água? Simples acabe com os bancários que todos os problemas irão acabar!
Aliás, o inferno deve ser um lugar muito agradável perto de um Banco. Eu acredito que quando as pessoas são muito, mais muito ruins durante sua vida, ao morrerem elas não vão para o inferno, mas sim reencarnam no corpo de um bancário! (Eu posso jurar que tem um caixa perto de casa que é a cara do Hitler! Comece a reparar)
Quarto erro – Emprego perfeito? Você definitivamente não conhece J.R. Duran! Pesquise sobre esse nome no Google e depois conversamos novamente...
Vida de bancário não é tão fácil assim. Tem coisa que só bancários vivem...
Agora, pra evitar dores de cabeça e nunca mais ter problemas com o seu banco faça que nem eu: Feche sua conta e guarde seu dinheiro em baixo do colchão! É a melhor coisa que você faz!
Ah, outra dica: da próxima vez que pensar em prestar um concurso para trabalhar em um banco público, cuidado, você pode dar a “sorte” de passar...
Momento de Agradecimento para os conivivas universitários
Gostaria apenas de agradecer os votos que recebi ontem dos meus companheiros de sala (Não acho que pessoas das outras salas registraram voto a meu favor). Muito Obrigado!
Devo admitir que não esperava que o resultado seria tão positivo e que estou muito feliz de ter amigos e colegas como vocês.
Outro ponto importante, e que seria de uma rídicula falta de reconhecimento da minha parte se não o mencionasse, é a merecida eleição do Alê do 5º B para orador.
Alê, não sei se você lê esse Blog, mas acho importante registrar aqui também, meus parabéns! Tenho certeza que vai representar muito bem o 5º ano noturno.
É isso pessoal...
Agradecimentos especiais para: Serginho (sócio do blog..rsrsrrs), Marcão, Alê, Dani, Dani, Lari, Léo (que abdicou de sua candidatura para a unificação do 5º A), Lets, Bia, Jú, Eliezer, Chapolas, Lili, Diogo, Shadow, Tony, Mari, Jú do fundo, Ventura, Gélser e a todos os outros que votaram (desculpe se esqueci de alguém... estou escrevendo conforme os nomes aparecem na minha cabeça). Não sou muito bom político, daqueles que lembra de tudo, sabe?
Serginho, agora é tocar isso aqui para frente rapaz... e pessoal, contamos com a ajuda de vocês.
Um abraço.
quarta-feira, 25 de março de 2009
terça-feira, 24 de março de 2009
E o Cliente nunca tem razão
Gostaria de deixar bem clara uma coisa, antes de começar a escrever mais este "De paletó no verão": Saibam que este blog é de todos, sendo assim, sintam-se à vontade para nos mandar seus próprios textos, ok?
Agora vamos parar com essa balela toda e começar a fazer algo útil, não é mesmo?
Então, como já dizia o ditado: "O cliente nunca tem razão"
Neste último domingo esqueci o aniversário da minha chefe; esqueci totalmente, a ponto de me sentir tão mal no dia seguinte (já que ela é minha chefe e minha amiga) que além de ficar com aquele peso horrível na consciência (parecia que havia roubado um vendedor de balões de gás hélio - aqueles de porta de churrascaria), passei o dia todo acreditando veementemente que ela estava tão desapontada com minha desatenção que perderia todo o respeito que havia conquistado até então...
Sei que nem todo mundo sente essa culpa toda, mas de fato sinto, ainda mais quando você se dá conta de que nenhuma das pessoas que a cercam naquele recinto de labuta esqueceram, só o estagiário (vulgo, eu), que de acordo com alguns (obviamente que brincalhões insensatos rindo da desgraça alheia), deveria ligar para todos os companheiros de trabalho e organizar uma festa surpresa (Muito Obrigado!)...
O bom é que surgiu uma oportunidade ótima para que eu me redimisse... um almoço para comemorar a especial data.
Ótimo! Lógico que vou comparecer... afinal, errar uma vez tudo bem, insistir no erro é burrice (isso não significa que me considere inteligente, já que sou autor de repetidos erros, mas dessa vez o nível de estupidez seria incrédulo... Eu seria um jumento manco e estrábico), mas enfim, resolvi ao menos, presenteá-la com a minha presença (UAU!!).
O lugar escolhido era um tradicional restaurante árabe, localizado entre edifícios de arquitetura neoclássica, aqui no centro de São Paulo. Das vezes que freqüentei o referido para a tão desejada refeição do meio-dia, devo admitir que fui bem atendido, entretanto, algo estava errado...
Pela primeira vez não encontramos óbices que nos impedissem de localizar uma boa posição no restaurante; geralmente repousamos nossos traseiros loucos por comida árabe em lugares de maior exposição à fumaça de cigarros, entretanto, tudo estava ótimo.
Foi então que vi a figura... e desconfiei ser aquele o problema.
O garçom... Vamos chamá-lo de Dinei, certo?
Dinei, no auge de seus 40 anos, nos abordou da seguinte forma: "Rodízio para todo mundo, né?" – Não num tom de brincadeira, mas impondo uma situação...
Duas das pessoas que estavam com o pessoal queriam pedir um prato individual, já que para elas não compensava aderir ao plano "Rodízio" (sim, isso foi irônico... estou comparando ao atendimento das companhias de celular, que é uma porcaria), entretanto, o nosso amigo Dinei, no ápice de sua arrogância, sugeriu que as duas pessoas se separassem da mesa...
Genial!
Não é nem preciso se concentrar para imaginar o constrangimento da cena. Uma pessoa convida você e um grupo de pessoas para comemorar seu aniversário, ficam todos na mesma mesa, menos você e uma amiga que optaram por outro prato (seria como ir em um almoço de família e sentar no sofá, enquanto todos estivessem na mesa)...
Situação no mínimo ridícula...
Penso que o garçom esperava que fôssemos passar, de forma criminosa, esfihas e kibes para nossos colegas; por favor!
Lembrei na hora que estava almoçando com advogados quando chamaram o gerente. Veio um senhor com ar de desculpas (O cara parecia mais um mordomo), mas que também não aceitou nosso pedido, com a desculpa cansada de que eram normas da casa (Ah... vamos lá, o que custa?!?!). Eles realmente achavam que atos de bandidagem seriam praticados (isso por que estavam todos de terno).
No final fizemos o que eles queriam, mas prometemos não voltar. O gerente argumentava inutilmente para que mudássemos nossa decisão (Como se fôssemos imbecis que aceitassem a idéia de ser taxados de pilantras).
Um dos advogados que estava comigo proferiu as seguintes palavras (achei espetacular):
- Ei, o senhor já me tirou do sério... agora... permita que eu aproveite minha última refeição aqui. Depois se quiser me mande um e-mail!
Infelizmente, no Brasil as pessoas são preparadas para deduzir que todos são “malandros” buscando, a todo tempo, um jeitinho de aplicar um golpe.
Os velhos ditados precisam ser reformulados para os tempos de hoje. “O Cliente nunca tem razão” seria a nova versão
Detalhe: Não pagamos o serviço.
