segunda-feira, 30 de março de 2009
Uma esmola pelo Amor de Deus
Venho mais uma vez escrever-lhes... desta vez acompanhado por um sentimento de pesar que me dói até o joelho... Não por que estou triste com alguma coisa insignificante (isso acontece por vezes), mas por que estou chateado com a forma cada vez mais apelativa que as pessoas se dirigem às outras para conseguir o que lhes interessa (E isso se resume na maioria das vezes em $$, o que me deixa mais deprimido). Não posso julgar por mim mesmo e afirmar o que se passa na cabeça das pessoas, mas acabo interpretando seu comportamento, de forma a chegar a conclusões que podem estar equivocadas, mas que mesmo assim prefiro expor, visando colocar em cheque o poder de discernimento de cada um. Tirem suas próprias conclusões (espero que sintam o dilema em que vivemos – O Carnaval Social está quase em seu ápice).
O fato é que andava tranqüilo pela rua quando avistei (como uma carimbeira que tem sede pelo papel) a seguinte frase, escrita em vermelho num fundo branco e com letras garrafais: “AJUDE UM CEGO QUE DEUS TE AJUDA” (logo, “Não me ajude e vá para o inferno”).
Posso eu, humilde estagiário concluir que se eu não ajudar o cego, Deus não vai me ajudar? (como se praticamente tudo não dependesse de mim mesmo... e como se meu movimento pelo mundo fosse comparado a uma folha de uma árvore qualquer que viaja com o vento ao se desprender do galho – que poético).
Sabe, muitas das pessoas que eu comentei sobre o ocorrido não viam problemas na frase. Pode ser que haja certo tom de malícia no meu pensamento (o que me deixa um pouco ansioso), mas devo admitir que depois de momentos pensando nisso, cheguei à conclusão de que não...
Não sou a pessoa que mais acredita em Deus no mundo, não por nada, só não tenho um pensamento carregado de certeza do que acho ser certo (e alguém definitivamente tem? O que nos resta é crer em alguma coisa...), acho que muita coisa que ouvimos é absurda hipocresia, da mais mal pensada, mas sei que muita gente acredita (a grande maioria)... afinal, a mídia afirma, ainda que entrelinhas, então por que não acreditar? A igreja (isso não inclui somente a católica) está sempre disparando tiros certeiros na cabeça das pessoas (é minha opinião), discretamente, mas de forma eficaz.
São brilhantes para controlar as pessoas (não passamos de bichinhos de estimação)!
Engraçado, mas isso me remete a um pensamento de que somos latas de tinta vazias, dispostas a serem enchidas do que for publicado pela mídia, afinal, crescemos com a esperança de que tudo que é publicado é verdadeiro (a boa e velha presunção ignorante, que vive presente nas idéias da maioria social)
Agora resumi sem querer o que quero dizer... se muita gente acredita no que é hipócrita, por que não acreditariam na referida frase? Ninguém pára para refletir.
Concordam comigo que é apelação?
Não estou dizendo que é pura picaretagem, pode ser que exista certo tom de desespero, mas ninguém me convence que é uma frase inocente... Ele sabe o poder do que está escrito lá (fator consciência e fator medo) e com certeza vai conseguir alcançar seu interesse com isso, vulgo mais dinheiro. Não me venham com aquela história: “Coitadinho do cego...”, como se ele fosse um ser indefeso e que não tivesse inteligência.
Acredito que por ser cego a sensibilidade da pessoa pelo mundo aumenta, o que a torna mais hábil com as pessoas (não quero dizer que o cego é uma pessoa perigosa, mas que ele é tão indefeso quanto qualquer um).
O que me deixa chateado ver a maioria dando o braço a torcer por uma frase como essa... de ver a ignorância flutuando e a cara da maioria sendo espancada pela esperteza de alguns...
Sinceramente, não me importa o motivo...
Criticamos muito os políticos pela suas ações, mas no cair da noite (quero ser contraditório no que escrevi a seguir), até um “inocente” cego pedindo dinheiro numa tarde ensolarada, utiliza da mesma fonte que aqueles usufruem pra se manter no poder: A ignorância alheia.
Bendita Cegonha
De forma que segue.
André.
Bendita Cegonha
Caros convivas, para mim é um prazer inenarrável, colocar breves palavras nesse egrégio blog.
Tentarei ser o mais sucinto possível sem deixar perder a idéia principal.
Bom, quem não gosta de um assaz aprazível Happy Hour (vulgo cachaçada maluca), conversar amenidades e ter seu momento de descontração?!
Eu também sou assim, tudo bem, ainda que acabe acarretando sérios problemas com a minha faculdade, mas isso não vem ao caso agora.
Acontece que ontem tive uma experiência singular e vou discorrê-la para os amigos aqui presentes.
Quem nunca ouviu os pais, a TV (sim, a TV fala muita merda), sua tia, o pipoqueiro ou até mesmo uma criança ruiva com o nariz escorrendo proferirem a seguinte frase: “Você veio em uma cegonha.”
Tá, ok. Não vou questionar nada aqui, cada um tem o direito de ir e vir em qualquer coisa que seja, desde uma jangada feita com madeiras de sequóia da região central da Nigéria ou uma cegonha com um bico morfético e uma fralda branca que esconde a sua bunda.
Fato é que ontem, posteriormente ao Happy, a propósito preciso dizer isso aqui: Não volto mais no Bar Brahma na saudosa Ipiranga com a São João, mais conhecido como bar do ‘espeta’. Uma vez tive a oportunidade de ir a um restaurante em Bordeaux e desfrutar de diversos pratos, quais sejam, queijo brie com azeitonas macedônicas ao molho de lula gripada, risoto de ganso manco, vinhos da safra de 1852 e não gastei tanto quanto nesse bendito Bar Brahma, enfim.Mais tarde fui desfrutar de um recinto o qual me agrada muito, para tomar cerveja e ouvir músicas da melhor qualidade.
E desde o início pensando como eu iria voltar para casa, visto que estou na fase de universitário falido, sem carro, dinheiro enxuto e todas as maravilhas mais que só essa época nos proporciona. Mas também, não estava me preocupando muito, se um dia lá atrás, supostamente em fui para casa de cegonha, hoje com 22 anos eu me viro.
Curti a noite, dei risada, tomei “minhas cachaça” e fiz umas piadas. Nossa, espera, preciso contar um lance aqui. Imagino que vocês já devem ter visto aquele adereço que as gurias estão colocando no pescoço que eu acho até style, sério mesmo, o famoso lenço da palestina.
Mas meu, tinha uma guria com isso no pescoço, só que ela realmente era desprovida de muita beleza e o efeito acabou sendo o inverso, eu achei que estivesse frente a um integrante do Hamas. Agora fudeu, fudeu, fudeu, não tem jeito, to fudido. Aí eu olhava para ela para reparar e ela ficava me olhando com aquela cara de..de sei lá, parecia uma receita de vatapá e eu comecei a crer que ela devia ter alguma ligação com os colegas de Gaza. Para minha sorte chegou um cara, que devia ter tomado no mínimo quatro doses de Steinhaeger, duas de Absinto, sete de canelinha e uma aspirina de café e deleitou-se nos braços de nossa amiga do Grupo de Resistência Islâmica.
Bom, eis que chega a hora de ir embora.
Estávamos eu, um amigo e uma amiga.
Na saída eu queria comprar um dog, mas tinha apenas a pífia quantia de R$ 2,00 e o dog era mais de R$ 4,00, pois a salsicha era proveniente de Viena.
Mas voltando a situação “ir embora”, nossa amiga disse, eu levo vocês até algum lugar mais próximo da casa do Recoba, vulgo Bruno, vulgo o amigo da frase acima.
Aí sim, agora tá fera. Demorou!
Bruno diz: Ah, então beleza. Podemos ficar ali antes de entrar na Anchieta, perto do Motel Faraós (tudo bem, tá estranho, mas foi assim. Sejamos fiéis aos fatos).
Dessa forma tocamos o veículo automotor pelas ruas escuras, fétidas e mal cuidadas de nossa querida Sampa City, quando em meio a um barulho que não era conversa chegamos à frase: Então, cá estamos! Sim, cá estamos mesmo, há uns 357 Km do local dito inicialmente, mas tudo bem, não podemos abusar, afinal são 3 horas da manhã e podemos caminhar tranquilamente pela Avenida do Estado até nossas casas (vulgo uma romaria até a Aparecida do Norte). Agradecemos nossa amiga e fomos andando como uma criança de 3 anos no meio de uma tourada espanhola.
Queríamos pedir um táxi, mas estávamos sem grana na hora e os bancos estavam fechados. Então decidimos parar em uma loja de conveniência, para comer algo e pensar melhor sobre como faríamos para terminar a noite em nossas casas, de banho tomado e prontos para acordar em 2 horas (tendo em vista o dia de trabalho que se seguiria). Na loja de conveniência não tinha salgados e o atendente era mão na grama, ou seja, escasso de masculinidade. É, mão na grama, belisca azulejo, caga pra dentro, essas coisas. Nada contra, mas já tinha acontecido tanta coisa naquela noite que tudo era engraçado (mas só depois que passa, na hora não é nada engraçado).
Precisávamos ir embora, sem salgados, sem dinheiro e com uma perspectiva igual ou inferior a zero. Eis que nessa hora Deus envia uma pessoa que pergunta: “Ô, como eu faço para pegar a Anchieta.”
Juro, nessa hora minha cabeça teve seu “momento dadaísmo” e fervilhou com as seguintes palavras todas misturadas como sovaco em Carnaval – carona, noite, cama, cansado, veículo, Anchieta, fome, sorte, fera, impossível, casa.
E então o Bruno disse: “Bom, estamos indo para lá, se você puder dar uma carona para nós...”
E o filho de Deus aceitou para alegria geral da nação.
E assim pegamos a melhor carona da nossa vida, com um tiozinho feríssimo que dirigia uma cegonheira. Nessa hora percebi que precisei de 22 anos para colocar em xeque a história, acho que lá atrás alguém deve ter passado alguma situação similar a nossa e voltou para casa de cegonha.
Eu curti tanto o passeio, que ainda pedi um cigarro para o tiozinho, pois o meu tinha acabado, assim fomos embora tomando um vento no rosto, braço pra fora, conversando amenidades e desfrutando de um Derby vermelho até nosso destino (vulgo Motel Faraós) e rumamos para nossas respectivas casas.
Tio, se algum dia você ler esse texto, saiba que é em sua homenagem.
Agora eu dou mais crédito às frases e histórias de pessoas com mais experiência que eu.
A próxima história que quero descobrir é se tomar manga com leite mata. Se eu morrer, peço para alguém postar a epopéia.
Autoria de Leonardo Mundim.
sexta-feira, 27 de março de 2009
Segura a Perereca...

A que ponto chega a cara de pau das pessoas?
Faço essa pergunta por que hoje me lembrei de algo que aconteceu comigo nos meus tempos de bancário.
Era uma quarta-feira e faltavam uns 15 minutos para que o banco fechasse e eu pudesse finalmente pegar minha alforria e ir para casa após um longo dia de labuta. E nesse dia em especial eu queria muito ir para casa depressa, pois o céu estava completamente preto, anunciando um verdadeiro temporal. E daí que ia chover? E daí que este que vos escreve ia trabalhar de BICICLETA. Isso mesmo, de bicicleta, um meio saudável e limpo de transporte, mas isso não vem ao caso agora.
Bom, lá estava eu contando os minutos para montar na minha bike e ver se conseguia escapar da tempestade eis que, como sempre acontecia quando o banco estava para fechar, uma manada de gente começa a entrar no banco.
Sentou-se na minha mesa uma senhorinha muito simpática, no auge dos seus 139 anos imagino. Dos males o menor. A vantagem de atender gente idosa é que eles, geralmente, não têm nenhum problema com o banco, vão lá só para conversar mesmo, falar da vida, dos netos, dos encontros amorosos com o “Seu Julio”, aquele velhinho sarado de 87 anos que conheceu no bailinho da melhor idade. Enfim, bastava escutá-los, ser simpático e pronto, eles voltavam para casa felizes.
Com a senhorinha não foi diferente. Ela me contava sobre seu neto que tinha acabado de entrar na faculdade de Direito, sobre como ele era estudioso, como era prestativo e todas essas coisas que as avós imaginam que seus netos sejam (mal sabem elas...). Nas tantas de seu monólogo (eu não falava nada, só escutava) dei uma olhada para o céu para avaliar o quanto eu iria me molhar, e quase como uma resposta sádica de São Pedro neste exato momento cai um raio bem próximo da minha agência fazendo um barulho absurdo.
O barulho do trovão foi tão suntuoso que a senhorinha que estava a minha frente soltou um grito de pavor e desse grito algo mais se soltou... a sua dentadura! Isso mesmo, a perereca da veia, aparentemente mal colada, desgrudou-se do céu da boca e com a ajuda da baba que a envolvia deslizou suavemente até parar bem embaixo da minha mesa, em um vão de uns
Ainda assustado com aquela cena no mínimo bisonha a senhoria com toda a tranqüilidade do mundo volta-se para mim e, com aquela boquinha murcha diz: “- Você pode pegar para mim?”
Fiquei sem reação alguma. Velho, ela estava pedindo aquilo mesmo que eu tinha ouvido? Ela queria mesmo que eu pegasse aquele objeto róseo e babado que se encontrava em baixo da minha mesa?
Ela repetiu: “- Filho, você pode pegar pra mim? Caiu ai embaixo da sua mesa.
Sim, eu sei que caiu em baixo da porra da minha mesa! Eu simplesmente não acreditava que ela estava pedindo para que eu pegasse, e pior, não conseguia acreditar que de fato eu teria que pegar! Velho... FODEU!
Momentos de tensão. Eu fiquei ali sentando olhando para a cara dela e tentando imaginar o que fazer diante daquela situação, mas nada me ocorria.
Tomado pelo desespero peguei qualquer pedaço de papel que estava em cima da minha mesa e disse para a senhora: “- Só um minutinho que eu tirar uma cópia desse documento e já volto”. Fui para a máquina de Xerox e deixei a senhorinha lá que ficava acenando desesperadamente para que eu voltasse.
Na máquina de Xerox eu tentava buscar alguma solução para aquele problema enquanto apertava loucamente todos os botões da máquina tentando parecer que estava manuseando-a. Dei uma olhadinha de canto de olho para a senhorinha e percebi que ela estava cada vez mais impaciente e balançava seus braços como um orangotango com coceira no sovaco. Eu não tinha idéia do que fazer!
De repente passa nas minhas costas a minha salvação: O ESTAGIÁRIO!
O chamei e disse: “Brunão, to com um problema aqui! Ta vendo aquela senhorinha ali? Então, ela ta lá desesperada pra ir embora porque não quer pegar chuva e eu estou tendo uns probleminhas aqui com a máquina de Xerox, tem como você pegar um objeto dela que caiu em baixo da minha mesa enquanto eu vou adiantando as coisas por aqui?”
Sim, eu sei que foi sacanagem, mas eu estava desesperado!
Solicito como qualquer bom estagiário ele disse que não haveria problema algum e lá foi ele pegar o “objeto” que se encontrava embaixo da minha mesa.
Nesse momento um sentimento de sadismo começou a ganhar vida dentro de mim. Quando vi que ele estava se agachando e tateando o chão em busca do “objeto” não me contive e comecei a gargalhar sendo obrigado a me virar para não ver a fatídica cena que estava para acontecer!
Alguns instantes depois ele passa novamente nas minhas costas e disse enquanto eu tentava conter o riso: “Velho, você é muito filho da puta!”
A cara de nojo com que ele olhava para mão era impagável. Parecia que sua mão estava se dissolvendo com aquela baba proveniente da perereca.
No fim, a velha foi embora feliz, eu peguei uma chuva proporcional à presepada que tinha feito e o Brunão voltou a falar comigo depois de algumas semanas. Também me fez prometer que nunca contaria isso para ninguém... mal sabe ele que todos os gerentes viram a cena de todos os ângulos nas câmeras de seguranças com direito a zoom na cara dele quando descobriu do que se tratava o “objeto”.
Sim, eu sei que foi mancada, mas como eu disse no início, até onde vai a cara de pau das pessoas!
(p.s.: Brunão, se você estiver lendo isso, saiba que hoje também sou estagiário e que a culpada disso tudo sempre foi e sempre será a senhorinha, se ela tivesse passado Corega nada disso teria acontecido!)
quinta-feira, 26 de março de 2009
Profissão Perigo!

Prezados leitores,
Este será meu primeiro post aqui. Desde já vou avisando que não tenho a mesma facilidade que nosso nobre colega André (principal fomentador deste blog) na arte da escrita, mas farei o possível.
Lendo o texto do colega mencionado acima, mais especificamente sobre a fila do banco, me recordei que um dia já fui bancário e um sentimento sindicalista renasceu dentro de mim, fazendo com que eu me sentisse na obrigação de defender a classe.
Eu estava de bobeira na vida, resolvi prestar o concurso e acabei passando. Como passei eu não faço idéia, afinal, eu nem sequer abri a maldita apostilinha que comprei. Não, não estou querendo me gabar, como quem diz “olha como eu sou esperto, passei no concurso público sem estudar... vixiiiii....”, nada disso. Até então eu atribuía o meu ingresso na carreira pública única e exclusivamente à sorte. Isso até eu conhecer o que de fato é um banco... - e, novamente, não um banco qualquer, mas um banco público - dai vi que de sorte não tinha nada!
Ah, mas dai vem alguém e diz: “- Que nada, ta reclamando do que? Trabalha só seis horas, ganha uma fortuna. Isso é um paraíso. Trabalhar em banco é o emprego perfeito!” (Já escutei muito isso!)
Analisemos então:
Primeiro erro - Sim, a jornada de trabalho de um bancário é de 6 horas diárias. Porém, existe um horário que no banco chamávamos de “horário crítico” e este se dava exatamente quando faltavam 15 minutos para o banco fechar. Nessa hora, todas as pessoas que não vieram ao banco o dia inteiro resolvem vir juntas, como uma grande manada de bois acometidos de aftosa, prontos para matar o primeiro coitado que vissem pela frente porque o banco não pagou o seu cheque (que estava SEM fundos) e agora estava com o nome sujo não sei aonde. Geralmente os casos que surgiam no “horário crítico” eram os mais complicados de se resolver e conseqüentemente demandavam mais tempo.
Bom, diante disso a teoria do “só 6 horas” já foi para o espaço.
Segundo erro – Uma fortuna? O salário não é grande coisa, como muita gente pensa. Não é ruim, mas não é bom. Você alguma vez já viu um bancário rico? Algum bancário andando por ai com um carrão e tudo mais? Entendam, a única pessoa que fica rica com banco é o Banqueiro! (* Lembrando, bancário é diferente de Banqueiro! – um erro comum entre as pessoas)
Terceiro erro – Trabalhar em um banco é TUDO, menos um paraíso. Imagine um lugar aonde as pessoas já vão pré-dispostas a brigar com você. Onde as pessoas que freqüentam só têm duas coisas em comum:
1 - Problemas;
2 - Ódio mortal por você porque elas estão com problemas. Quando eu digo “problemas” (ou “poblemas” / “probremas” / “plobremas” e demais variações... [é tão difícil assim falar essa palavra?]) entenda todos os tipos de problemas, incluindo problemas em casa, sexuais, no trabalho, enfim, todos os tipos de problemas eram compartilhados com a gente (como se nós além de bancários fossemos psicólogos!). Nós basicamente éramos os culpados por todos os problemas deles! TODOS! Quer salvar o mundo, acabar com a fome e com a falta de água? Simples acabe com os bancários que todos os problemas irão acabar!
Aliás, o inferno deve ser um lugar muito agradável perto de um Banco. Eu acredito que quando as pessoas são muito, mais muito ruins durante sua vida, ao morrerem elas não vão para o inferno, mas sim reencarnam no corpo de um bancário! (Eu posso jurar que tem um caixa perto de casa que é a cara do Hitler! Comece a reparar)
Quarto erro – Emprego perfeito? Você definitivamente não conhece J.R. Duran! Pesquise sobre esse nome no Google e depois conversamos novamente...
Vida de bancário não é tão fácil assim. Tem coisa que só bancários vivem...
Agora, pra evitar dores de cabeça e nunca mais ter problemas com o seu banco faça que nem eu: Feche sua conta e guarde seu dinheiro em baixo do colchão! É a melhor coisa que você faz!
Ah, outra dica: da próxima vez que pensar em prestar um concurso para trabalhar em um banco público, cuidado, você pode dar a “sorte” de passar...
Momento de Agradecimento para os conivivas universitários
Gostaria apenas de agradecer os votos que recebi ontem dos meus companheiros de sala (Não acho que pessoas das outras salas registraram voto a meu favor). Muito Obrigado!
Devo admitir que não esperava que o resultado seria tão positivo e que estou muito feliz de ter amigos e colegas como vocês.
Outro ponto importante, e que seria de uma rídicula falta de reconhecimento da minha parte se não o mencionasse, é a merecida eleição do Alê do 5º B para orador.
Alê, não sei se você lê esse Blog, mas acho importante registrar aqui também, meus parabéns! Tenho certeza que vai representar muito bem o 5º ano noturno.
É isso pessoal...
Agradecimentos especiais para: Serginho (sócio do blog..rsrsrrs), Marcão, Alê, Dani, Dani, Lari, Léo (que abdicou de sua candidatura para a unificação do 5º A), Lets, Bia, Jú, Eliezer, Chapolas, Lili, Diogo, Shadow, Tony, Mari, Jú do fundo, Ventura, Gélser e a todos os outros que votaram (desculpe se esqueci de alguém... estou escrevendo conforme os nomes aparecem na minha cabeça). Não sou muito bom político, daqueles que lembra de tudo, sabe?
Serginho, agora é tocar isso aqui para frente rapaz... e pessoal, contamos com a ajuda de vocês.
Um abraço.
quarta-feira, 25 de março de 2009
terça-feira, 24 de março de 2009
E o Cliente nunca tem razão
Gostaria de deixar bem clara uma coisa, antes de começar a escrever mais este "De paletó no verão": Saibam que este blog é de todos, sendo assim, sintam-se à vontade para nos mandar seus próprios textos, ok?
Agora vamos parar com essa balela toda e começar a fazer algo útil, não é mesmo?
Então, como já dizia o ditado: "O cliente nunca tem razão"
Neste último domingo esqueci o aniversário da minha chefe; esqueci totalmente, a ponto de me sentir tão mal no dia seguinte (já que ela é minha chefe e minha amiga) que além de ficar com aquele peso horrível na consciência (parecia que havia roubado um vendedor de balões de gás hélio - aqueles de porta de churrascaria), passei o dia todo acreditando veementemente que ela estava tão desapontada com minha desatenção que perderia todo o respeito que havia conquistado até então...
Sei que nem todo mundo sente essa culpa toda, mas de fato sinto, ainda mais quando você se dá conta de que nenhuma das pessoas que a cercam naquele recinto de labuta esqueceram, só o estagiário (vulgo, eu), que de acordo com alguns (obviamente que brincalhões insensatos rindo da desgraça alheia), deveria ligar para todos os companheiros de trabalho e organizar uma festa surpresa (Muito Obrigado!)...
O bom é que surgiu uma oportunidade ótima para que eu me redimisse... um almoço para comemorar a especial data.
Ótimo! Lógico que vou comparecer... afinal, errar uma vez tudo bem, insistir no erro é burrice (isso não significa que me considere inteligente, já que sou autor de repetidos erros, mas dessa vez o nível de estupidez seria incrédulo... Eu seria um jumento manco e estrábico), mas enfim, resolvi ao menos, presenteá-la com a minha presença (UAU!!).
O lugar escolhido era um tradicional restaurante árabe, localizado entre edifícios de arquitetura neoclássica, aqui no centro de São Paulo. Das vezes que freqüentei o referido para a tão desejada refeição do meio-dia, devo admitir que fui bem atendido, entretanto, algo estava errado...
Pela primeira vez não encontramos óbices que nos impedissem de localizar uma boa posição no restaurante; geralmente repousamos nossos traseiros loucos por comida árabe em lugares de maior exposição à fumaça de cigarros, entretanto, tudo estava ótimo.
Foi então que vi a figura... e desconfiei ser aquele o problema.
O garçom... Vamos chamá-lo de Dinei, certo?
Dinei, no auge de seus 40 anos, nos abordou da seguinte forma: "Rodízio para todo mundo, né?" – Não num tom de brincadeira, mas impondo uma situação...
Duas das pessoas que estavam com o pessoal queriam pedir um prato individual, já que para elas não compensava aderir ao plano "Rodízio" (sim, isso foi irônico... estou comparando ao atendimento das companhias de celular, que é uma porcaria), entretanto, o nosso amigo Dinei, no ápice de sua arrogância, sugeriu que as duas pessoas se separassem da mesa...
Genial!
Não é nem preciso se concentrar para imaginar o constrangimento da cena. Uma pessoa convida você e um grupo de pessoas para comemorar seu aniversário, ficam todos na mesma mesa, menos você e uma amiga que optaram por outro prato (seria como ir em um almoço de família e sentar no sofá, enquanto todos estivessem na mesa)...
Situação no mínimo ridícula...
Penso que o garçom esperava que fôssemos passar, de forma criminosa, esfihas e kibes para nossos colegas; por favor!
Lembrei na hora que estava almoçando com advogados quando chamaram o gerente. Veio um senhor com ar de desculpas (O cara parecia mais um mordomo), mas que também não aceitou nosso pedido, com a desculpa cansada de que eram normas da casa (Ah... vamos lá, o que custa?!?!). Eles realmente achavam que atos de bandidagem seriam praticados (isso por que estavam todos de terno).
No final fizemos o que eles queriam, mas prometemos não voltar. O gerente argumentava inutilmente para que mudássemos nossa decisão (Como se fôssemos imbecis que aceitassem a idéia de ser taxados de pilantras).
Um dos advogados que estava comigo proferiu as seguintes palavras (achei espetacular):
- Ei, o senhor já me tirou do sério... agora... permita que eu aproveite minha última refeição aqui. Depois se quiser me mande um e-mail!
Infelizmente, no Brasil as pessoas são preparadas para deduzir que todos são “malandros” buscando, a todo tempo, um jeitinho de aplicar um golpe.
Os velhos ditados precisam ser reformulados para os tempos de hoje. “O Cliente nunca tem razão” seria a nova versão
Detalhe: Não pagamos o serviço.
quinta-feira, 19 de março de 2009
Bem queria crer, mas tô sem tempo agora...
Hoje me recordei de uma coisa um tanto quanto irônica e interessante que acontece na vida de todos... falo isso por que aconteceu comigo na semana passada e fiquei de escrever alguma coisa, mas acabei não o fazendo.
Estava eu, numa terça-feira árdua de muito trabalho (e para quem é de São Paulo sabe... ultimamente vivemos desoladamente sob um sol deveras ardente) e aproveitaria a hora do almoço, para comparecer ao banco a fim de pagar uma conta, obviamente que com atraso de pelo menos uma semana (nunca fui bom para lembrar de pagar contas); então fui a um aqui do centro de São Paulo, e após enfrentar um labirinto de baias, ambientes diversificados pelos andares que passava, e lances cansativos de longas escadas (os quais devo admitir que me deixaram ofegante), finalmente chego ao meu destino: A fila do caixa.
E diga-se de passagem que porcaria de fila...
Assim, nada contra os cliente preferenciais, mas a verdade maior é que os bancos precisam se organizar um pouco melhor para atendê-los... Vivi um longo e nauseante momento de espera (o ar condicionado estava com defeito), a fila não andava, clientes e mais clientes preferenciais não paravam de chegar (numa boa, se eu fosse aposentado não pagaria contas na hora do almoço) e a filava definitivamente não andava... Foi quando tive a infeliz idéia de olhar para o balcão e ler as seguintes palavras: Pronto atendimento...
Muito bom.. aliás, ótimo
então olhei para o balcão e havia só uma atendente....
e pensei que realmente eles não estavam utilizando de nenhuma boa-vontade para cumprir com a triste expressão "Pronto-Atendimento".
Esquentava e a fila continuava a não andar... pensei que aquilo era psicológico e me imaginei em alguma praia tomando uma caipirinha (quem sabe eu não conseguisse aliviar meu sentimento corporal de que minhas glândulas sudoríparas trabalhavam duramente)... mas meus pensamentos só me remetiam a um forno do qual via frangos rodando com batatas, e minha camisa, a esta altura mais molhada do que se estivesse mergulhado em um ofurô de motel, só reforçava esta tese.
Finalmente chega a minha vez, após 45 minutos esperando... e advinha só... como ironia de um destino inflado de agonias, ouço as ensurdecedoras e maravilhosas palavras ecoando no ar defumante:
Pessoal, o sistema caiu...
Ok... vamos combinar... qual é a credibilidade de um palhaço?
É a mesma de um banco com os dizeres pronto-atendimento no caixa, com atendimento preferencial (nada contra isso - isso não significa que um dia não vou criticar essa idéia) e com apenas uma atendente...
E no final o palhaço sou eu.
Obrigado Banco querido.
quarta-feira, 18 de março de 2009
Uma preparação descolada sobre o que é isso....
Em primeiro lugar, para introduzí-los a uma vida melhor dentro desse blog, gostaria de orientá-los sobre o seguinte (3 regras):
1-Eu não sou maluco, apesar de ouvir isso o tempo todo.
2-Me critiquem.
3-Ao menos tentem sorrir com o que escrevo, mesmo que esse não seja engraçado e mesmo que esse não seja o principal objetivo.
O "De paletó no Verão" tem como prioridade a crítica ao Carnaval Social que vive a sociedade.
E vocês se perguntam...
O que é o Carnaval Social?
É simplesmente o fato de estarmos "atuando" o tempo todo, de forma que nos tornamos atores sem papel...
A crítica real gira em torno de pessoas e contorna o fator egoísmo.
Podem falar... mas o fato é que seguimos essa tendência mesmo tentando deixá-la de lado ou às vezes até fugindo dela. No final o ser humano é um legítimo ator que às vezes se identifica com atitudes naturais.
Bom, para quem quer saber no que pensei para criar esse nome lazarento, digo que pensei no seguinte...
Muitas vezes nos enquadramos (às vezes sem saber pq) há uma realidade ignorante e sem sentido... mesmo assim o fazemos, geralmente para atingir algum interesse nosso.
Qual o sentido de usar paletó num calor escaldante?
Nenhum...
Fazemos às vezes por status, às vezes pq há uma política na empresa ou escritório, ou por qualquer outro motivo...
O ponto é que nos submetemos a coisas idiotas para nos enquadrar de algum modo no contexto social em que vivemos.
Espero que tenham entendido um pouco...
Vou postar alguma porcaria sempre que possível.
Só não me chamem de maluco, e saibam que também visto paletó no verão.
