quinta-feira, 19 de março de 2009

Bem queria crer, mas tô sem tempo agora...

Caro Leitor (ou conviva, se este for o caso),

Hoje me recordei de uma coisa um tanto quanto irônica e interessante que acontece na vida de todos... falo isso por que aconteceu comigo na semana passada e fiquei de escrever alguma coisa, mas acabei não o fazendo.

Estava eu, numa terça-feira árdua de muito trabalho (e para quem é de São Paulo sabe... ultimamente vivemos desoladamente sob um sol deveras ardente) e aproveitaria a hora do almoço, para comparecer ao banco a fim de pagar uma conta, obviamente que com atraso de pelo menos uma semana (nunca fui bom para lembrar de pagar contas); então fui a um aqui do centro de São Paulo, e após enfrentar um labirinto de baias, ambientes diversificados pelos andares que passava, e lances cansativos de longas escadas (os quais devo admitir que me deixaram ofegante), finalmente chego ao meu destino: A fila do caixa.

E diga-se de passagem que porcaria de fila...

Assim, nada contra os cliente preferenciais, mas a verdade maior é que os bancos precisam se organizar um pouco melhor para atendê-los... Vivi um longo e nauseante momento de espera (o ar condicionado estava com defeito), a fila não andava, clientes e mais clientes preferenciais não paravam de chegar (numa boa, se eu fosse aposentado não pagaria contas na hora do almoço) e a filava definitivamente não andava... Foi quando tive a infeliz idéia de olhar para o balcão e ler as seguintes palavras: Pronto atendimento...

Muito bom.. aliás, ótimo

então olhei para o balcão e havia só uma atendente....

e pensei que realmente eles não estavam utilizando de nenhuma boa-vontade para cumprir com a triste expressão "Pronto-Atendimento".

Esquentava e a fila continuava a não andar... pensei que aquilo era psicológico e me imaginei em alguma praia tomando uma caipirinha (quem sabe eu não conseguisse aliviar meu sentimento corporal de que minhas glândulas sudoríparas trabalhavam duramente)... mas meus pensamentos só me remetiam a um forno do qual via frangos rodando com batatas, e minha camisa, a esta altura mais molhada do que se estivesse mergulhado em um ofurô de motel, só reforçava esta tese.

Finalmente chega a minha vez, após 45 minutos esperando... e advinha só... como ironia de um destino inflado de agonias, ouço as ensurdecedoras e maravilhosas palavras ecoando no ar defumante:

Pessoal, o sistema caiu...

Ok... vamos combinar... qual é a credibilidade de um palhaço?
É a mesma de um banco com os dizeres pronto-atendimento no caixa, com atendimento preferencial (nada contra isso - isso não significa que um dia não vou criticar essa idéia) e com apenas uma atendente...

E no final o palhaço sou eu.

Obrigado Banco querido.

7 comentários:

  1. HAHAHAHAHAHAHAHA otima!

    ResponderExcluir
  2. Corrigi os erros de português... estava com um pouco de pressa quando escrevi...

    ResponderExcluir
  3. Achei ótimo, ficou mto engraçado...adorei a parte do frango assado com batatas...

    Mas vc chegou naquele ponto que sempre discutimos...Será que o sistema é tão eficiente e eficaz assim?? Ser refem dele eh uma merda...

    Bjo!!

    ResponderExcluir
  4. Uma vez eu tive a oportunidade de participar da MCLXIII Convenção de Degustação de Azeitonas da região de Ausacia Lorena e nunca encontrei filas tão grandes quanto às dos bancos daqui.

    Um abraço.

    ResponderExcluir
  5. Xuxa...como sempre...a unica coisa que eu sempre te digo: VC É LOUCO!!!! hahahaha

    beijos

    ResponderExcluir
  6. Hahahahaha.

    Você tem que ser nosso orador!

    ResponderExcluir