quinta-feira, 23 de abril de 2009
A falta de criatividade é uma coisa engraçada.
Semana passada, dois dias antes do feriado, estava eu, humilde estagiário, sentado em minha cadeira; era meu horário de almoço, em que teoricamente deveria estar estudando, já que tinha uma prova deveras lazarenta a se realizar naquela noite, entretanto, antes de começar a ferver meu cérebro com pensamentos que exigiriam grande atenção de minha mente encrenqueira, resolvi dar uma entradinha na Internet e verificar as notícias do dia (de vez em quando é bom ler alguma notícia que não esteja relacionada a direito, não é verdade?)
Foi quando vi a seguinte chamada no site da Globo (tudo que for proveniente da reportagem está em preto), algo que chama atenção de qualquer um...
Grupo tira a calça no Metrô durante 'No Pants Day' em SP
Combinada pela internet, ação coletiva foi nesta quinta-feira (16). Homens e mulheres ficaram de cueca e calcinha.
"Viva o conforto. Abaixo às calças."
Esse era o lema do grupo de pessoas que realizou na noite desta quinta-feira (16) um ato de ousadia: tirou as calças dentro do Metrô de São Paulo. É o “No Pants Day”, que tem a adesão, na maioria, de internautas. De acordo com o blog dos organizadores, o objetivo dos participantes era “ficar confortável, surpreender e levar bom humor a um dia comum das pessoas de São Paulo”.
Genial!!!!
Juro que é nessas horas que paro e penso...
Como existe gente imbecil que não tem o que fazer!!!
Isso me remete àquele dito popular: "Mente vazia só faz porcaria" (Era alguma coisa assim...)
Vamos analisar devagar, começando pelo lema do grupo:
"Viva o conforto. Abaixo às calças."
Qual é o inferno de sentido que isso faz?
A principal idéia que me veio na cabeça foi:
Por que eu não tive o prazer de encontrar um cara desse ontem à noite e poder rir abertamente de sua inteligência inferior à de um porta-guardanapos?
Aí vem uma foto curiosa...
Um cara utilizando óculos escuros à noite, dentro do metrô, com uma camisa semelhante à de um mágico de boteco, de cueca, sentado e mexendo no celular...
BRILHANTE!!! (SIM, EM LETRAS GARRAFAIS PARA ENALTECER O SENTIMENTO DE SURPRESA)
Olha... Um vidro de ervilha vencido teria uma idéia de protesto mais interessante. Se é um protesto pelo conforto no metrô, por que raios o ser está sentado???
Numa boa, se ele estivesse com uma calça de madeira de pau-brasil, uma japona de zinco, com um cachecol vermelho de cartolina e com sapatos de saco de lixo, bem como viajando de pé, poderia me convencer de que está fazendo um protesto.
Sabe qual o problema?? As pessoas não pensam no que estão fazendo... a maioria está lá simplesmente por que achou legal a idéia de desfilar de cueca e blusa por aí.
E ai os organizadores dessa porcaria vem com aquele discursinho furado de que não estão fazendo isso para desrespeitar os usuários do metrô e que tudo é uma forma bem humorada de surpreender a população...
Me diga qual é a credibilidade de um palhaço pelado?
Pessoal, na real... querem divertir a população ou fazer protesto? Vocês não sabem o que querem.
Quando quiserem divertir a população e chamar a atenção coloquem suas roupas de baixo na cabeça, vistam suas meias como protetores auriculares e coloquem pregadores de roupa nos mamilos... ou melhor... comprem fantasias de gravata; assim, cada um vai poder desfilar com um modelo diferente pelo subterrâneo paulistano.
Outra coisa... sinceramente, eu não ligaria de ver um cara de cueca no metrô, agora fico imaginando se minha avó (muitas pessoas de idade andam de metrô) estivesse num vagão e entrasse um bando de adolescentes que não tem o que fazer vestidos com a roupa de baixo... Tenho certeza que ela se sentiria ofendida.
Isso é desrespeitar sim a cultura dos outros, me desculpe a transparência.
O que me deixa mais puto é que nem metade dessas pessoas são usuárias assíduas de transportes públicos e tenho certeza que a maioria desfila com carrões para lá e para cá.
Não me venha com essa de que não posso falar, pego metrô pelo menos duas vezes por dia em horário de pico e sei o que é ter que criar uma estratégia para não chegar com o paletó rasgado no estágio; mas mais uma vez digo...
O problema não é o metrô, são as pessoas que andam nele. É muito fácil criticar o governo quando não fazemos nem mesmo nosso papel social. Não estou dizendo que as coisas não podiam ser melhores, só que às vezes reclamamos de barriga bem cheia.
A maioria dos protestos hoje em dia é feita para sair na mídia e não para surtirem algum tipo de efeito na sociedade, isso vai desde o MST até os estudantes mauricinhos ou não... Todos só querem aparecer e ver a repercussão de atos imbecis.
Pessoal, vamos trabalhar... esse é o melhor jeito de contribuir com alguma coisa; ou sejam pelo menos criativos na hora de protestar por uma coisa.
Façam fazer sentido.
Um abraço.
sexta-feira, 17 de abril de 2009
Desembalos de um Sábado à noite
"Pela primeira vez alguém irá postar anonimamente neste capicioso blog, o que me deixa até mesmo orgulhoso deste momento, vez que o texto a ser escrito tem conteúdo um tanto quanto... pornográfico?!?!?
Eu não diria isso por completo. O momento envolvia certa libidinosidade, mas o ponto alto, o frenesi, o êxtase, foi uma das coisas mais esquisitas que presenciei. Sem maior delonga, serei objetivo e passarei a compartilhar esse momento.
Um dia, digo, uma noite, mais especificamente um sábado à noite, estava eu em meu lar sem nada para ser feito, o que em nossa idade é bem atípico, vez que estamos sempre ocupadíssimos com churrascos, baladinhas, micaretinhas, fodinhas, etc.
Pois bem, estava eu, provavelmente em altas horas da madrugada procurando alguma progrmação em nossa grade televisiva para me distrair, me fazer pegar no nosso. Sabe aqueles dias que os problemas te assombram e nada de pegar no sono?
Apelei, me deixei cair em tentação e... sim (adoraria refutar este fato!!) coloquei no “Cinemax Prime” com a promíscua finalidade de assistir uma despretenciosa cena de amor no sofá. (haha eu não acredito que estou escrevendo isso aqui!! Hahahaha)
Filme pornô me lembra virilidade, alegria, “suadeira”, etc. ............. detalhes à parte, irei ao que realmente interessa.
Estava nossa querida atriz pornô, a qual chamarei a partir deste momento de “Elemento X”, no colo de nosso querido (nem tanto) ator pornô, o qual chamarei a partir deste momento de “Elemento Y” (Sim, é uma referência aos gametas sexuais), emitindo sons diversos, os tão conhecidos em filmes desta laia, como por exemplo: “fuck me”, “ahhhhhhhhhhhhhhhhh ahhhhhhhhhhhhhhhhhhh uhhhhhhhhhhhhhhhhh ihhhhhhhhhhhhhhh ieahhhhhhhhhhhhhhhhhhh”, etc.
E lá estava Elemento X, como louca, tendo 16 orgasmos na mesma cena, momento empolgante, meu deus, eu no meu sofá também me divertindo demais, agradecendo a tv paga por tal momento QUANDOOOOOOOOO...
QUANDOOOOOOOOOOOO....
QUANDO...
A câmera focalizou o membro de nosso estimado Elemento Y. Sequer a bandeira estava à meio mastro. Era uma broxada total. Quebrou o meu clima... comecei a dar risada e a imaginar o prazer que deveria nossa querida Elemento X estar sentindo no momento. Obviamente, não sejamos hipócritas a ponto de dizer que ela estava tendo prazer, mas diante do “problema de disfunção erétil” exposto acima, ficou mais engraçado ainda.
Mas o fato é que ela fazia uma cara de prazer intenso!!
É neste momento que paro tudo que estou fazendo (sim, eu estava fazendo justiça com as próprias mãos), e começo a, REALMENTE, prestar atenção no filme com a intenção de encontrar outro momento bizarro.
Não achei, mas isso ficou em minha memória por tempos.
Não, esse não foi o ápice deste texto que vos escrevo, caros colegas da Faculdade de Direito de São Bernardo do Campo, vulga autarquia Municipal, Vulga FDSBC, vulga “facul”, vulga “bar do Papel”...
Pois bem, após uns 2 meses estava eu na faculdade conversando com Márcio* (este é um nome fictício, a fim de preservar a real identidade do conviva) sobre o que eu iria fazer no sábado seguinte, quando falei: “Então, amanhã ficarei em casa, talvez eu assista um Cinemax Prime e vá dormir... nada de bom planejado até o momento...”... quando Márcio* (relembrando que é um nome fictício) dá uma risadinha maliciosa... olha para cima e esboça fazer algum comentário. Se contém. Apenas por instantes.
Sem hesitar, abre o jogo: “Cara, os filmes desse canal são os piores... teve uma vez que eu estava assistindo e... haha... e... haha...” sem deixar ele terminar, emendei, como se tivesse lido sua mente “você tá tentando falar do membro flácido do Elemento Y da vez no sofá??” ele, surpreendemente, responde à gargalhadas!! Sim!!! Tinhamos assistido ao mesmo filme na mesma data e tinhamos nos apegado ao mesmo “detalhe”.
Isso foi demais!!! Eu jamais imaginaria que outro conviva, vulgo Márcio*, iria prestar atenção em fato tão, tão, tão....... mole?!?! Hahahaha
Diante disto, só tenho a agradecer ao Elemento Y, à Elemento X, ao caro conviva Márcio*, a mim, à Xuxa e especialemente à Sasha!!
Obrigado Cinemax Prime!
Obrigado Padre Marcelo Rossi.
Obrigado Rui Copolla Júnior (por me foder ontem).
Obrigado professor de Direito Internacional (não sei o nome dele).
Claro que não irei me identificar ao final de um texto como este, afinal, tenho uma reputação (haha) a zelar, um nome a carregar e muito orgulho pra dizer que perdí um sábado à noite em frente ao Elemento Y, Elemento X... blá blá....
O que fica como lição de moral no dia de hoje é que se você tem um amigo que faz cinema ou algo do gênero, peça para que o mesmo fique atento aos MÍNIMOS detalhes!! Hahaha
Autoria de Gianfrancesco* (este é um nome fictício, a fim de preservar a real identidade do conviva)"
segunda-feira, 13 de abril de 2009
"Maratona da babaquice"
Bom, mesmo estando numa semana de provas altamente desagradável, achei um tempinho para publicar alguma coisa...
Resolvi, dessa forma, postar algo que acontece com as pessoas no dia a dia, até por que quando é dessa forma, as pessoas leem (essa maldita reforma ortográfica de novo...) mais rápido. Acaba ficando algo de mais fácil compreensão.
Fato é que estava eu, humilde estagiário pensando...
Sabe, não costumo pensar muito profundamente em certas coisas (eu acho), prefiro ter uma idéia superficial de determinados acontecimentos e comportamentos humanos, por que se não acabo me perdendo nas idéias... mas dessa vez resolvi pensar... e como não poderia deixar de ser...
Deu merda! Me decepcionei conosco de novo...
Para ser mais claro o tema é: A competição burra das pessoas...
Hoje quando andava de metrô reparei em uma coisa... o quão desesperada as pessoas ficam para passar nas catracas...
que coisa idiota... para que?
Uma coisa é a situação daquelas pessoas que estão com pressa e atrasadas, que não correm só para passar na catraca, mas para conseguir entrar no primeiro trem que estiver vindo, visando não se atrasar ainda mais... outra situação é aquela das pessoas que correm para passar na catraca para depois andarem como múmias paralíticas bêbadas...
Desculpe, mas para mim é uma situação de extremo egoísmo e incapacidade mental... e peço que pensem nas pequenas coisas... por que é nelas que vemos a situação precária do mundo...
A não ser que eu não saiba, mas acho que as primeiras 100 pessoas que passam por aquela porcaria giratória não ganham nenhum tipo de prêmio, ou ganham? por que se por acaso ganharem vou ser o primeiro a levantar a mão e gritar com alegria: "Desculpe... eu sou um verdadeiro idiota!"
Mas até que é engraçado... pego o metrô no Brás e devo admitir que quando não estou atrasado fico observando... fico andando calmamente e rindo internamente da nossa triste situação... de como as pessoas agem de algumas formas das quais elas mesmas não sabem os motivos. Não passamos de cabeças não pensantes consumidas pela competição... Não uma competição saudável, quem tem uma razão, mas alguma coisa que me lembra um cara comendo papel crepom azul calcinha... trajando somente um chapéu, confeccionado unicamente com lasanha recheada de legumes...
Sempre tem aquela tiazinha gordinha cheia de sacolas de mercado que sai correndo e se atrapalha para passar; aí vem aquele aquele típico "mano", acompanhado de 3 comparsas, trajando uma camisa de rapper americano e utilizando daquela ginga de panda dopado... empurrando a catraca como se fosse uma porta de boteco e ouvindo funk, não no fone, mas como se estivesse com um microsystem nas costas...; aí vem o roqueiro... cara de mal e cabelo comprido... o rosto semelhante a um maracujá de final de feira... fone de ouvido e violência ao empurrar pessoas; e como poderia esquecer do caminhar fedorento dos caras que não tomam banho??? parece que passam desodorante de urina...
Brincadeiras à parte, reparem...
A competição não pára na catraca, e aí vem a parte mais esquisita...
Escada rolante...
Abre a porta do metrô e as pessoas começam a se empurrar e a se pisotear... vamos chamar isso de "efeito da avalanche estúpida". Pedras gananciosas na porta preenchem o ambiente (daquelas que não deixam as pessoas nem entrarem nem sairem, já que querem ficar na porta, visando uma saída mais ligeira no desembarque, mesmo que tenham que fazer isso por 15 estações), e apenas para melhorar, o cardume humano se debate e se aperta em conjunto, como se estivessem todos presos numa rede de pesca... As barras de ferro ensebadas somente temperam o ambiente.
Os que conseguem se livrar de tal avalanche enfrentam a tão disputada escada rolante...
Está desenhado meu Deus!!!! O povo tem preguiça até de ver desenhos!!!
E ainda está escrito: "Deixe o lado esquerdo livre para passagem"...
Deviam por um cara fantasiado de pomba e com um megafone na mão instruindo as pessoas...
Por que raios essa gente pára do lado esquerdo??? só pode ser de brincadeira!!! Só para enaltecer a idéia, antes de estacionarem seus corpinhos preguiçosos do lado esquerdo da escada, advinhem o que essas pessoas estavam fazendo??Disputando a maratona da babaquice... para ver quem chega primeiro na escada rolante...
Acho que vou para meu quarto chorar por toda essa burrice...
Um abraço.
terça-feira, 7 de abril de 2009
Labirintos Alternativos
atendendo, mais uma vez (segunda), um dos mais sérios objetivos do blog, segue abaixo um texto enviado por um de nossos leitores....
Esta é a primeira vez que escrevo para este humilde, porém estimado blog.
Há tempos tento vos escrever, mas um empecilho sempre aparece. Costumam chamá-lo de preguiça.
Pois bem, o que passo a relatar ocorreu comigo na data de ontem, domingo (ao escrever imaginei o Cid Moreira falando: “Hoje é domiiiingo, é FANTÁSTICO!!!).
Voltando ao assunto, com a finalidade prepíscua que todos entendam o que passei, volto ao “causo” ocorrido. Após a prestimosa aula de ética no sábado de manhã, fui intimado a comparecer em um churrasco na localidade de Taiaçupeba, município de Mogi das Cruzes. Não, eu não fazia a mínima idéia de como chegar lá.
Por sorte, quando estava fazendo compas no Extra da Via Anchieta me deparei com o primo do aniversariante, não precisando me preocupar mais com o caminho do “lugar nenhum”.
Mesmo com um aparelho GPS (Global Posicion System) de última geração, preferí não me arriscar, pois como todos sabemos, nestes lugares longíquos, estradas de terra são frequentemente invadidas e bloqueadas por camponeses que não fazem a mínima idéia de quão importante é o direito de ir e vir.
Cheguei ao local pretendido após uma hora e meia de caravana e o que aconteceu por lá não vem ao caso.
Domingo, 3 horas da tarde. Hora de ir pra casa.
Todos estavam enrolando a beça para ir embora. Não tinha mais nada pra fazer lá e todos, num momento de sobriedade, olhamos uns aos outros e decidimos: Vamos embora, porra!
Todos arrumados, carros prontos e... e... e... o cara que sabia o caminho começou a enrolar. Que merda! Sem pensar, liguei meu GPS e fiquei muito feliz quando ele achou sinal no meio do nada e ainda me perguntou se eu queria fazer o caminho mais curto ou mais rápido. Escolhí o mais rápido.
Como uma criança de 9 anos da Zona Leste que acabara de ganhar um convite para o Play Center na noite do terror, dei um sorrido malígno a todos e disse: “Galera, to vazando... me viro pra voltar!!” Erro número 1
Seguindo as instruções de meu amigo com voz robótica, segui caminho, até mesmo reconhecendo as mais belas construções civis da humanidade (refiro-me a uma casa sem janelas e pintada com um verde Hulk).
Eis que ele me manda entrar no meio de uma estrada de terra. Até então, tudo bem, pois no caminho de vinda enfrentei duas estradas terráqueas (haha). Dirijo por aproximadamente 5 kilometros, quando o senhor GPS me manda pegar uma “esquerda” um tanto quanto suspeita. Eu, mais perdido que cego em tiroteio, sigo as instruções fielmente. Erro número 2
Após 2 minutos a alegria! Uma casa no meio da estrada!!! Sim, no mapa tudo indicava que alí havia uma estrada. Desço do carro humildemente, bato palmas e um senhor de aproximadamente 59 anos me atende. Com um voz e expressão corporal de ébrio habitual diz: “Nossa, que cê quer aqui??” respondo: “A estrada que passa alí atrás da sua casa é a continuação desta que eu estou”? e ele: “ERA!! No começo do ano fiz esse muro. Passava carro demais aqui.”. Pensei: “Nossa, o cara é gente que faz!” Como tinha vindo direto da aula de ética e meu Vade Mecum estava no banco de trás do carro, peguei-o abrí no artigo 5 e lí ao senhor sobre o direito de ir e vir. Em vão. Vendo ser impossível transpor tal obstáculo, preferí perguntar como chegar a Via Anchieta. Como estava mais pra lá do que pra cá, nem falar conseguiu.
Começou aí a minha saga para achar o caminho de volta. Indagava as mais variadas pessoas. De japoneses idosos (provavelmente hortifrutigranjeiros) até crianças da roça. E nada. Respostas como “não sou daqui” e “olha, eu acho que se você seguir nessa picada por mais uns 65 kilometros dá lá” me revoltavam, afinal, o único meio de encontrar a civilização é através da Anchieta. Como poderiam não saber??????
Até que encontro um japonês pilotando (isso mesmo) um trator... parei o carro no meio da estrada para ele parar também e perguntei como fazer pra dar na tal rodovia. Ele desceu, desligou seu possante e deu uma risada do mau! (muah muah)... você está no lugar errado!!
Volte para o asfalto e quando avistar um armazém vire a esquerda. No meio das duas lombadas vire de novo e siga em frente quando ver a escolinha. SENTI FIRMEZA NO NIPÔNICO. Agradecí e me fui.
Tinha plena convicção que após uma hora e vinte minutos rodando como besta encontraria a salvação. Eis que.......................................
Me perdí de novo.
Chorei... Lígia, nobre estudante de direito que ao meu lado estava sentada dava gargalhadas, zombava de minha pessoa e de meu aparelho eletrônico sem utilidade.
Pensei em deixá-la no mesmo local. Afinal, mulheres tem um péssimo senso de humor quando estamos perdidos. Fere a masculinidade e baixa o nível de testosterona.
Bom, já sem esperanças de voltar à minha cidade natal, saí do carro e comecei a gritar: Por que???????????????? Nãoooooooooooooooo!!! (Isso foi mesmo insano) ... comecei até em pensar a comprar um terreninho, fazer um puxadinho e me mudar para o local...
Eis que............ surge um lagarto e me diz: “Dê meia volta e vire na próxima direita.”
Achei estranho um ser como aquele conversar comigo, mas obedecí e me fui...
Após 4 minutos rodando achei uma placa indicando o nome de minha tão sonhada cidade.
Chorei, chorei e chorei mais um pouco...
Lígia, a já dita ocupante do banco do passageiro fez uma cara de “ah, tava tão legal vê-lo desesperado.....”.
Ufa, só pensava em ufa.
Após 2 horas e cinquenta minutos rodando como besta cheguei em casa. Parecia que tinha ido e voltado ao Rio de Janeiro sem parar....
O que ficou de lição pra mim nesse dia é: “se você acha que seus direitos constitucionais estão assegurados mesmo em uma longíqua estrada de terra, esqueça, pois um camponês que nunca leu nossa Carta Magna pode ter construído um muro de arrimo no meio da porra da estrada, fodendo a tudo e a todos.”
E tenho dito.
Texto de autoria de de meu caro colega Felipe Malentachi, vulgo Chapolas, vulgo superativo...
segunda-feira, 6 de abril de 2009
Os pequenos gestos da vida...
Era uma sexta-feira e, após um longo dia de trabalho, finalmente chegou a hora de ir para casa e descansar uns poucos minutos antes de ir para a faculdade.
Entrei em meu humilde carro e tomei o rumo para minha casa. O caminho que faço para ir para casa é basicamente composto por duas grandes avenidas e ao chegar na primeira notei que o trânsito já estava um pouco acima do normal. Pensei: “Bom, se aqui já esta assim mais pra frente deve estar ainda mais parado!”
Logo, sem pensar duas vezes, resolvi ir por um caminho alternativo que embora fosse mais longo, deveria estar com o trânsito melhor.
Deveria...
O maldito caminho alternativo estava ainda mais infernal. Carro parados por todos os lados, muitos deles guiados por seres de inteligência igual ou superior à de um amendoim que insistiam em ficar apertando a porra da buzina como se isso fosse, milagrosamente, fazer o trânsito desaparecer!
Ótimo, lá estava eu parado naquele trânsito infernal, sob um sol mais quente que as bolas do capeta e sem nenhuma perspectiva de chegar em casa a tempo de ao menos comer alguma coisa. O stress estava ficando tão elevado que nem os CDs de New Age que escuto para me acalmar estavam surtindo mais efeito...
Buscando me distrair um pouco para tentar relaxar começo a observar os carros ao meu redor e nisso constato que à minha frente encontra-se uma perua escolar e, dentro dela, um pequeno ser me observa.
Era um menino que devia ter uns 6 ou 7 anos, com olhos grandes e brilhantes devidamente instalados em sua cabeça enorme. Ele me olhava de forma serena, totalmente indiferente ao caos que se dava a sua volta.
De repente, o pequeno ser levemente levanta sua mão e estende seu polegar, fazendo um sinal de “jóia” para mim.
Na hora fiquei sem reação. Eu jamais poderia imaginar um gesto tão bonito e afetivo era diante de um quadro tão assolador quanto aquele em que eu me encontrava. As pessoas ainda tinham a capacidade de ser gentis por mais que a situação fosse ruim. O mundo ainda tinha solução.
Nessa hora, minha cara fechada deu lugar a um leve sorriso e, retribuindo a gentileza, também fiz “jóia” para o pequeno gnomo à frente.
Entretanto, nessa mesma hora o rapazinho, ao ver que retribui o sinal, virou sua mão para baixo (igual os imperadores faziam no coliseu quando não gostavam do desempenho do gladiador que lá se encontrava decidindo, então, que deviam morrer). E, junto com seu “jóia para baixo” aquele filho do satã botou sua pequena língua rósea para fora, a qual balançava feito uma cobra.
Filho de uma puta!
Fiquei encarando o maldito com uma cara de reprovação para ver se ele parava, mas quanto mais eu fechava minha cara mais o desgraçadinho fazia caretas.
Vendo que não teria jeito resolvi tomar uma atitude. Comecei a sorrir levemente e bem devagar levantei minha mão e estendi meu dedo do meio para o fedelho. Sim, mostrei o dedo do meio e comecei a retribuir as caretas.
Tal gesto parece ter instigado ainda mais o “filho do chuck” que por sua vez retribui as caretas, agora com mais ênfase.
Nesse mesmo momento, ergui meu outro dedo do meio e, inconformado com tamanha falta de educação, comecei a gritar de dentro do carro:
“- Veadinho! ...Seu bostinha!... Seu pai é veado!... Sua mãe é puta...”
O moleque fez uma cara de espanto, colocou suas mãos na boca e ficou com aquela cara de “ele falou palavrão...”. Nessa mesma o trânsito andou um pouco e a perua entrou em uma rua, saindo da minha frente.
Eu ganhei a batalha! Sim, deixei a reencarnação “do belzebu” sem ação!
O trânsito parou novamente, porém agora eu ostentava um belo sorriso em minha face por ter ganhado do pivete. Quando me viro para o lado observo uma senhora, aparentando uns 60 e poucos anos, balançando sua cabeça de um lado para o outro com um ar reprovador como quem diz: “- Desse tamanho e mostrando o dedo para uma criança... tisc tisc”.
Sim, a velha viu tudo. Porra, mais foi o veadinho que começou! Ele que me provocou! Aquele era o dia de pegar no meu pé? Primeiro o pivete e agora a velha?!
Assim que o trânsito andou novamente não tive dúvidas, abri a janela do carro, dei uma buzinadinha e quando a velha olhou para mim estendi meus dois dedos do meio para ela que ficou com uma cara de espanto semelhante à do menino.
Entrei em um retorno a frente e observei pelo retrovisor a velhinha que certamente estava proferindo palavras não muito bonitas.
Ganhei da sexagenária também!
Nesse dia cheguei em casa tranqüilo e aliviado, como se não tivesse pego trânsito algum...
Logo, se você esta estressado experimente mostrar o dedo do meio para alguém. Você certamente irá se sentir mais leve.
São esses pequenos gestos que fazem da nossa vida mais feliz!
quarta-feira, 1 de abril de 2009
Resolvi relembrar alguns momentos passados... então segue um momento desabafo... para que todos saibam do que se trata...
Sabe...Ontem uma amiga minha da faculdade, meio distraída, após uma brincadeira de mau gosto de um colega (que disse que era sua vez de responder à chamada quando não o era - isso mesmo... na chamada, juro que não estudo no maternal), levantou a mão e gritou seu nome. A professora, surpresa, a olhou com uma cara de que não tinha entendido o porquê daquele gesto (Eu também não entenderia..) cumprimentou-a com aquela cara de "Ah.. legal.. boa noite e muito prazer..." e continuou a chamar nomes e a marcar presenças e faltas.
Imagino o quão idiota a colega deve ter se sentido, mas como forma de tentar aliviar seu sofrimento, lá vou eu outra vez...
Sempre fui uma pessoa envergonhada, daquelas que não tinha muito jogo de cintura para fazer novos amigos, não estou falando que não tinha amigos, mas que comecei a ter mais amigos aprendendo alguns macetes e tentando compreender melhor a atitude das pessoas (depois descobri a coisa das máscaras de carnaval e dos atores sem papel...), mas às vezes nem mesmo o mais renomado psicólogo pode entender alguns atos como o que descreverei agora...
Há muito tempo atrás conhecia uma menina que era estranha...Não... Vamos expressar mais a realidade ok? Ela era muito estranha... Me lembro dela se parecer com uma manjuba de roupa... sim, era exatamente um peixe de macacão, meia de cano curto e sandálias...
Mas o que era engraçado é que mesmo ela parecendo o tal peixe tinha uma moral bem elevada a ponto de se achar gostosa (só se for servida com muita caipirinha e na praia)... Recordo-me que uma vez conversava com essa menina no shopping, sentado na praça de alimentação, e não sei por que ela achou que tinha um rapaz olhando para ela, que estava sendo flertada...
Vamos lá... se fosse um cara feio tudo bem (Não pensem que sou de ficar achando homem bonito...), mas dava para perceber pelo tamanho do braço do cara que ele, além de não comer fritura (no caso manjuba), apreciava carne bovina de 1ª (estando acompanhado de um belo filet mignon - não estou sendo machista, ok?). Olha... garanto que ele não estava olhando para ela (talvez para dar risada...), mas de qualquer forma, tentei acreditar que estava presenciando um milagre, por mais difícil que isso fosse.
A melhor parte, é que acreditando em sua própria mentira, ou tendo um ataque epilético de excesso de confiança, ela virou para o rapaz, que estava com um semblante sereno, esperou até que ele percebesse que estava sendo observado por um ET, e deu-lhe uma piscadinha.Vou te falar que eu não acreditei naquilo e que logo após esse ato bêbado, abaixei minha cabeça loura como uma criança de 12 anos que não conseguiu se segurar para ir ao banheiro em plena escola, sendo vítima de sua própria desinteria , pensando que podia ser um ninja ou um ilusionista para desaparecer daquele cenário vergonhoso e reaparecer no aconchegante sofá de casa, com uma lata de cerveja na mão e um balde de frango à passarinho entre as pernas .
O fato real é que não sumi (por que raios não aprendi a fazer isso?), pensei em sair correndo, mas seria ridículo, então resolvi ficar e olhar para o rosto do rapaz, a sua reação, diante daquele chute no meio do saco. Percebi que ele não havia entendido o ocorrido, exatamente como aquela situação terrível sobre quando engolimos o chiclete sem querer... A manjuba, não feliz em me fazer parecer um camarão no espeto (em pleno verão carioca) de vergonha, resolve continuar a paquera, como se o homem tivesse dado bola em ver uma menina franzina com uma grande cabeça de peixe piscando com apenas um olho...
Ele deve ter achado que ela era um pirata ou algum tipo de besouro mutante de ressaca...
Mais uma vez ela ataca, torna a olhar para o rapaz, mas dessa vez é diferente, há determinação, tipo Quasímodo olhando para a cigana (Corcunda de Notre Dame), mostrava seu lado mais sedutor, então resolveu dar ao garoto um sorriso...
Genial!!!
Seria.. se a sereia não se transformasse em alguma coisa do tipo uma hiena de aparelho. Ok.. prometi que seria o mais realista possível.. Era incrível o tamanho daquela gengiva, sempre achei isso, mas daquela vez estava espetacular, ela sorria com muita vontade; como se tivesse ganho uma cesta pornô no Bingo...
O Bombadinho, percebendo a merda, se escondeu atrás do sorvete que tomava com cara de enjoado, desejando ser mais feio, para que aquilo não estivesse acontecendo. Eu, chocado com aquele momento (mesma situação se tivessem gorfado macarrão em cima da minha mesa e houvesse respingado no meu rosto, ou se tivessem gorfado no meu rosto), como todos que nos cercavam, fiquei pensando...
Qual seria a porcaria da beleza que existia naquilo...Porra!!!! Ela não se olha no espelho? Não é por ser feio, eu sou feio, mas sabe... tenho consciência né?? O rapaz, passando mal com a situação, afinal o sorriso foi para ele, pálido como se tivesse doado 30 litros de sangue para um guaxinim decaptado, se retirou apressadamente do local, devia estar pensando o que ele tinha feito para merecer aquilo...
A manjuba achou que estava abalando, e manteve o sorriso gigante e atraente (para seres marinhos)
Olha... é melhor se sentir idiota tendo consciência do que foi feito do que não se sentir idiota depois de fazer bosta..
Um Bom Dia para todos!!