domingo, 26 de setembro de 2010

Caros leitores (ou Convivas, se este for o caso),

Antes de mais nada, gostaria de dizer que estamos no twitter agora. Obviamente que só postamos coisas que não fazem sentido, então, quando não tiverem absolutamente nada para fazer, deêm uma passada por lá: Depaletonoverao. Para quem não tem twitter, procure no google depaletonoverao twitter.

Juro que tentei me segurar o máximo que pude para não postar algo sobre as eleições. Não queria perder tempo com isso, porque é sempre a mesma ladainha... reclamações, reclamações e reclamações... Eleições, para o brasileiro, acaba sendo aquele período em que se fica desgastado, tamanha a vertigem que é imposta pelos partidos e candidatos.

Não estou dizendo que não vi o horário político, mas sim que amarrei minhas mãos sobre as coxas para não digitar nada que fosse sobre Eleições 2010 (infelizmente o nó ficou frouxo), então pensei no porquê não escrever nada e a única conclusão que cheguei foi que se fosse para dizer algo, não diria nada sobre quebra de sigilo fiscal ou dossiês malucos (deixemos isso para os jornalistas). Eu quero falar de um tema diferente.. de propaganda eleitoral; principalmente a dos “candidatos figura”. Calma, não vou sair descendo o pau no Tiririca, no Maguila, na mulher pêra ou seja lá em quem for. Quero analisar as coisas sobre outro ponto de vista.
A maior verdade é que eu realmente não me sinto enganado por esses “personagens”, afinal, eu sei o que posso esperar deles, e a resposta é: PORRA NENHUMA.
O que posso dizer é que se não houvesse o interesse pessoal e partidário (Deus, como há!!) na candidatura desse pessoal, seria uma demonstração absurdamente original de como protestar.

Slogans como: “Tiririca, pior que está não fica” nos fazem cócegas e ao mesmo tempo nos dão aquele sentimento de atonicidade e reflexão: “Inacreditável a merda em que chegamos”...

Não que eu pense que não dá para ficar pior, por que sempre dá, mas hoje vivemos num Brasil de uma incerteza política absurda (alguma vez já tivemos certeza política?) e numa época em que a corrupção não usa mais máscaras. Ela está no meio de nós, andando nas ruas e dando tapas em nossas cabeças, mas a política é reflexo da sociedade e se os candidatos são malandros é por que a sociedade é malandra junto com eles (mas esse papo fica para outro dia...).

O que pode ser dito desses “personagens”, ao menos, é que tanto a propaganda quanto as propostas são sinceras. É aquilo alí, não tem palhaçada (sim, isso foi irônico).
A propaganda do Tiririca, por exemplo, além do slogan destruidor de pensamentos positivos, tem como foco as crianças (pede para o titio, para a vovó, para os coleguinhas e para o papai votar no Tiririca) e passa o que podemos esperar de sua eleição (Nada, não há propostas)... um outro exemplo é o do Maguila, um cara que tentou de tudo na vida e não deu certo em nada que exigisse o mínimo de intelecto, mas você sabe disso também. Não há mentira! Lembro só de um desenho dele nocauteando o Tiririca (É engraçado que eles não se preocumpam mais com os candidatos que supostamente seriam sérios, tipo Maluf (Ahh tá..)).

O choque está quando olhamos os elefantes brancos da política, e aí caímos do cavalo (na verdade, saltamos pelados de um desfiladeiro) em matéria de “sinceridade”:
Temos a Dilma, que se parece com um dinossauro de óculos e peruca, tem o passado marcado por guerrilhas, bombas, roubos e sequestros. Não tem tanta experiência na política e vive se escondendo atrás do que o Lula fez em 8 anos (como se fosse coisa pra cacete), com o bom e velho ”Nós fizemos”... Vive falando do PAC, mas também, se não falar disso vai falar de que (dos genéricos é que não é)?
Alma da propaganda: Querem passar uma imagem de que ela é uma mulher tranquila, casca fina, que compreende as pessoas e seus problemas, que é da paz e que não usará a própria testa para pregar coisas nas paredes do futuro gabinete. Depois que vi ela na propaganda eleitoral jogando um pedaço de pau num rio para um cachorro ir buscar (tipo coisa de filme de Hollywood, quando os personagens de uma comédia romântica estão em algum parque em Nova York, com roupas de grife, comendo muffins e brincando com seus animais de estimação) eu confesso que desisti... O povo é realmente manipulado pelo que vê e a Dilma é uma ótima atriz... Parabéns ao Marketing e à equipe de teatro do PT! Só quero ver a Dilma ser essa menina simpática durante 4 anos.

Outro exemplo é nosso amigo carequinha... Serra. O homem com o senso de humor tão elaborado quanto o de uma parede branca. Impressiona a espontaneidade do sorriso do candidato tucano (inesquecível a foto da Veja de alguns meses atrás – é como se ele estivesse tentando sorrir para uma pessoa internada na UTI). Não acredito que seu governo tenha sido ruim como muitos falam, aliás, vi bastante coisa legal no seu mandato, e escândalos daqueles que você se sente “completamente despido” eu não vi nenhum, mas sua campanha para a presidência foi catastrófica.
Alma da propaganda: Procuraram passar a idéia de que o Zé Careca é do povo. Olha... isso me dá mais vergonha alheia do que a do Tiririca. O slogan é algo do tipo: “Lula da Silva já foi, agora é o Zé que eu quero lá”. A única coisa que eu penso quando eu ouço alguém falando isso do Serra é que sua campanha foi tão bem coordenada quanto uma mangueira de bombeiro dirigida por um poodle.
Aí vem aquelas histórias dele dizer no debate que a netinha dele pediu não sei o quê, que ele é um ótimo avô e pai, que é uma pessoa sensível. Alguém em sã consciência consegue acreditar nisso? Pode até ser que ele seja uma pessoa sensível, eu não o conheço, entretanto, penso que essa imagem de sensibilidade deve conciliar atitudes e expressões verdadeiras... Não palavras sobre as netas e um sorriso forçado. Tucanada bicou o o próprio pé!!

Não acho que haja problemas ser de um jeito ou de outro, mas assuma aquilo que você é. Chega dessa palhaçada de parecer alguma coisa.
Bom, eu não vou votar no Tiririca (talvez eu anule tudo – o voto nunca foi secreto), mas pelo menos acredito nele (duro dizer isso!)... para quem tiver interesse (ninguém vai ter, aposto), dê uma olhadinha na entrevista que ele concedeu:
http://www.baruerinaweb.com.br/nao-e-piada-e-a-realidade-diz-tiririca-sobre-slogan-de-campanha
Um abraço.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

A Multiplicação de Ignorantes

Caros leitores (ou convivas, se este for o caso),

De Paletó no Verão está voltando, aos poucos, mas voltando.. talvez um pouco mais bem-humorado do que antes, mas sempre buscando algo que alivie a tensão do dia-a-dia....

Então, para marcar a volta, após um período de quase um ano escrevendo apenas e-mails de trabalho e coisas sobre temas jurídicos, porque não pisar no dedo de nosso querido presidente (nos pés minha chance de errar diminui, certo)?

A idéia vem sempre sem querer (tá bom, viu?), sabe como é.. às vezes quando se fuça em sites de notícias, na parte de política, você acaba lendo frases de nossos governantes que parecem vindas de um filme do Didi...

Antes de começar, não tenham dúvidas de que não sou tucano; acho que deveríamos anular nosso voto em todas as eleições. Admito que não tenho um texto de crítica a estes em produção (não faltam motivos), mas o Sr. Lula, ultimamente...

O barbudinho tem sido fiel a um discurso repleto de tapas na cabeça dos brasileiros (os que ainda pensam um pouco), e bem... isso começa a formar galos uma hora, sabe?

Depois de ler a frase abaixo, então....

"Foi a capacidade de consumo dos pobres que fez a economia brasileira resistir à crise dos países ricos. As classes D e E do Norte e Nordeste consumiram mais que a A e B das regiões Sul e Sudeste. Os pobres foram à luta, compraram o que não podiam", disse Lula. "É a multiplicação dos pães. É um dos milagres que aconteceram no País", ressaltou. "Os pobres viraram classe média, passaram a comprar em shopping centers."

Aí eu fico pensando na genialidade do animal, sobretudo no tempo que ele perdeu pensando nisso.. Ele deve ter contado com a ajuda de alguém para uma conclusão tão clara e perfeita das coisas... Ninguém pensa assim sozinho...

"Os pobres foram à luta, compraram o que não podiam"

Sinceramente, não entendo porra nenhuma de economia, sou um legítimo ignorante no assunto, mas se ir à luta é gastar sem ter dinheiro, eu estou num patamar muito mais abaixo do que eu pensava... Economia, para mim, passa a ser algo como discutir, em russo, sobre o processo de produção de grampeadores..

Pelo que entendi da frase, o que salvou a economia brasileira foi o endividamento dos pobres, certo?

Ir à luta = Gastar sem ter dinheiro = endividar-se = Eu sou brasileiro e não desisto nunca!

Espera lá, né? Isso não dá certo nem no Banco Imobiliário...

Mas calma...

"É a multiplicação dos pães. É um dos milagres que acontecem no País"

É um profeta (Ou será que ele roubou isso de algum apóstolo?)...

Chega a parecer que ninguém perdeu o emprego ou dinheiro com a crise... fomos afetados sim... porra se fomos! mas acho que a maioria da população acreditava que o país pegaria fogo com a crise, literalmente... ou que ia passar um furacão e levar o país inteiro embora.. então, já que isso não aconteceu, o Lula é gênio...
Engraçado o discurso sutil de santidade, de que milagres foram possíveis no governo dele...

Milagre seria se os bandidos de Brasília começassem a pagar por seus crimes... mas acho que isso não aconteceu..

Milagre é o filho do Sr. Presidente, o Lulinha, se tornar um mega-empresário (O Ronaldinho dos negócios, segundo o próprio Lula) depois da eleição do pai.. Sendo que antes era monitor de zoológico..

Pensei em parar por aqui, mas aí vem a segunda parte..

"Os pobres viraram classe média, passaram a comprar em shopping centers."

Ahh tah.. Brilhante! Fico feliz em saber que acabou a disparidade socioeconômica.. que agora todos compram celular no shopping, mesmo sem ter dinheiro...

Obrigado Lula... Só mesmo pessoas como você, para me chamarem de imbecil e me fazerem rir na mesma frase.

Vou sentir falta dos milagres de seu Santo Governo!

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Democracia Já?

Caros Leitores (ou convivas, se este for o caso),

Peço desculpas em demorar tanto para postar algo novo; fato é que minha vida anda uma loucura e não ando encontrando muito tempo para criar paciência para escrever alguma coisa; outra coisa que adiou ainda mais um novo post foi um bloqueio que criei para não falar do que vou falar hoje, mesmo assim vou falar...

É um assunto polêmico demais para mim... Certamente não me cabe fazer qualquer julgamento sobre qualquer coisa, ainda mais que não vivo o que estudantes, professores e funcionários da USP vivem todos os dias, mas venho acompanhando diversos sites de notícias há semanas e li muito, muito mesmo, sobre esta e outras greves na USP.

Quer saber? Abaixo está minha opinião sobre essa greve... estou de fora, mas posso opinar, afinal sou cidadão, correto?

E outra coisa... sempre tem aqueles revoltados que vão querer me mandar para a PQP... Eu, sinceramente, não estou nem aí... Não sou nenhum tipo de político e não preciso que gostem de mim, nem que achem tudo o que escrevo lindo...
Bom, vamos lá....

Como todos sabem a USP está em greve de novo...

Ontem tivemos uma passeata na Avenida Paulista com a seguinte chamada: “Fora Suely – DEMOCRACIA JÁ!”

Sabe o que me deixa chateado? Será que as pessoas realmente pensam que vivemos em uma ditadura, ou será que elas apenas querem passar essa impressão para outras pessoas (com opinião menos formada)?

Quanto à greve...

As reivindicações começaram com os funcionários (em greve desde o dia 5 de maio), que pleiteiam reajuste salarial (17%), além de uma “bonificação” de R$ 200,00 por mês (não entendi); pleiteiam, ainda, a readmissão de um funcionário que é líder sindical (inclusive li uma reportagem desse cara... Meu Deus!!! O cara é a favor da revolta armada – Ele deve achar que é o Fidel nos tempos de revolução...)

Olha... eu realmente acredito que os pleitos dos grevistas estão sobrevoando a realidade do país, entretanto, prometi a mim mesmo que não ia entrar nesse mérito, mas sim no ponto estrutural desse “comboio sem sentido”.

Antes de tudo gostaria de expressar um breve sentimento meu sobre funcionários públicos...
As pessoas que prestam concurso público devem realmente pensar no que estão fazendo. É dinheiro público, porra!!! Quem se prejudica no final é o povo, não são nem os alunos (neste caso), não é mesmo? Isso me faz pensar que essas pessoas não podem reclamar de políticos que não fazem nada pela população... o objetivo das ações é o mesmo. A maior verdade é que quase ninguém está realmente interessado em trabalhar pela sociedade, somente em se aproveitar dos benefícios de um cargo público, que cá entre nós, são muitos.

Realidade é que a greve foi evoluindo a tal ponto que a reitora entrou com uma ação judicial, conseguiu uma decisão favorável e a PM entrou no Campus, visando garantir que os funcionários não tomassem posse da reitoria (nada mais justo, afinal chegaram até a quebrar vidraças do prédio) e que o direito de quem quisesse entrar e sair da Cidade Universitária fosse preservado.
Alguns professores não gostaram da idéia da entrada da PM no campus (FFLCH – Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas - principalmente) e resolveram entrar em greve também (Sim, somente alguns; acredito que os outros tenham percebido o cunho estupidamente político do movimento)...

Os grevistas querem negociar e a reitora diz que só volta às negociações com o fim dos piquetes... Como ne um nem outro cede a PM continua no Campus.

Quero deixar claro que não sou a favor da permanência da PM na Cidade Universitária, entretanto, às vezes o Estado tem que se impor de alguma forma, ainda mais diante de uma decisão judicial. Certos direitos devem ser garantidos... a porcaria da Constituição existe para que? Só para garantir o direito de greve?

Virou festa...

Alunos (em número suficiente para que eu possa criticá-los), Professores e Funcionários...
Quanto aos alunos, acho até que parte das suas reivindicações está correta (contra o ensino à distância – isso é uma coisa que tem fundamento, mas também tem contra-argumentos, é uma matéria de discussão), entretanto, boa parte delas não faz sentido algum (saída da PM do Campus – agora não dá)...

E só por que a PM está no Campus os líderes já enfiam na cabeça dos mais fracos que vivemos num Brasil tranparente de ditadura (Certas coisas... às vezes me irrito com a ignorância das pessoas, não que eu não seja ignorante, mas não faço nada sem pensar...).

Outro ponto de debate colocado pelos alunos é o Livre Acesso à Universidade e o fim do “filtro social” que a Universidade Pública impõe... De acordo com eles a Universidade Pública tem que se expandir (concordo), mas vamos colocar algumas coisas em ordem, ok? Da onde viria o dinheiro para isso? Com a venda de maçãs do amor em algum evento de caridade?

Não sejamos hipócritas... O Governo de São Paulo entregou um campus (USP Leste) há cinco anos. Essas coisas levam tempo, não se faz um campus do dia para a noite. Prova de que ao menos se preocupam com o ensino superior é que a USP é a melhor da América Latina e o esse posto vai ser mantido por muito tempo, podem ter certeza.

O orçamento é grande, mas os gastos também são...

Cada aluno custa em média R$ 4.000,00 por mês para o Estado e a grande maioria tem condições de arcar com parte do custo, a idéia de fazer greve parece racional agora? Desculpem, mas isso não entra na minha cabeça... Isso é jogar dinheiro público no vaso sanitário...
Devíamos seguir o modelo adotado por países que não tem esse “filtro social” tão contestado pelos alunos... A escola pública de nível superior, tanto nos EUA como na Europa é paga. Acredito que no Brasil devessem existir apenas algumas adaptações quanto a isso, tendo em vista que somos um país em desenvolvimento, tanto cultural (e isso inclui educação) quanto econômico; uma dessas adaptações diria respeito ao valor pago por cada aluno, devendo este variar de acordo com a renda de cada um (se bem que tenho certeza que alguns dariam um jeito de apresentar um comprovante de renda falso).

Aí vão me falar... “Ah, mas veja bem, nossa carga tributária é muito maior que a desses países, pagamos muitos tributos e temos direito às coisas...”

ÓTIMO!!! O pensamento não está errado, entretanto, não pagamos só tributos estaduais, pagamos tributos federais e municipais...

Porque não fazemos greve na Universidade Federal? Poderíamos fazer as mesmas reivindicações que fazemos ao governador Serra ao presidente Lula... Não estamos interessados num ensino superior público de qualidade?

Acredito que seja por que os “comuns revoltosos” estariam se atracando com gente de seu partido, e aí qual seria o sentido político disso, não é mesmo?

A greve não passa de uma disputa de poder político pré-eleição.

A verdade é que se os grevistas estivessem tão preocupados com o ensino público de qualidade reivindicariam pela estrutura educacional (Ensino Fundamental) não como um dos itens sem importância de uma pauta subjetiva e negativamente persuasiva, mas como item principal de um movimento digno de pessoas que são consideradas e se consideram “Os pensadores do país”...

E as "Marias vão com as outras" (que não tem consciência da disputa política) no final estão preocupadas com o próprio rabo... algo do tipo: “Ah...Essas mudanças vão me afetar, vamos fazer uma revolta...”

Outra coisa que me deixa com dor de cabeça...

Qual seria a vantagem que a Polícia Militar teria em causar um confronto com os alunos da USP?

Nenhuma!!!

Para alunos e funcionários sim... esses teriam muito interesse nesse confronto... Chamar a atenção da mídia e aumentar a visibilidade do protesto.

Acompanhei diariamente durante dias a greve e certa vez os alunos estavam “armados com rosas”, para mostrar que a manifestação era pacífica e que a PM não precisava estar lá...

Por favor... vamos parar de achar que estamos vivendo sob o comando de Geisel...

No dia em que realmente estourou o conflito li em diversos sites de notícia que os alunos estavam provocando a polícia e que haviam começado a “guerra” atirando garrafas...

Sabe, quando falo desse assunto e tento escrever sobre ele lembro do que um bom amigo meu me disse uma vez, que certas coisas são tão idiotas e sem ideologia que temos dificuldade de explicar...

Minha vontade era colocar o título nesse post e usar como texto um ponto de interrogação.

Obs: Até o amanhã postarei os panfletos distribuídos na grave por um político do PSOL...

Um abraço.

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Sem pé e sem cabeça... seríamos atores sem papel?

Caros Leitores (ou convivas, se este for o caso),

Um dia desses uma pessoa me falou sobre eras da humanidade; há muito tempo a humanidade vivia na era do “ser”, depois veio a era do “ter”, mas o mais interessante é pensar que hoje estamos na era do “parecer”, o que vai de encontro com aquela história do Carnaval Social (Eu sei... isso é muito idiota)...

Me aproveitando dessa ligação e de alguns outros acontecimentos da semana passada, resolvi postar alguma coisa que tratasse diretamente de tal tema.

Vamos engasgar um pouco de filosofia...

As pessoas se fantasiam, perdem sua identidade (até mesmo quando se dizem espontâneas estão interpretando), agem de forma diferente com cada pessoa que cerca o ambiente, explodem em contradições; enfim, elas simplesmente “parecem”...

Pois bem...

Na quarta-feira da semana passada acabei saindo um pouquinho mais tarde da empresa em que trabalho, assim, eu e um amigo resolvemos tomar uma cerveja de leve, aguardar o clímax do momento “horário de pico” passar e não enfrentar a explosão demográfica no transporte público que assola nossas vidas nessa hora do dia.

Fato é que entrei no trem num horário em que o movimento estava extasiado de tranqüilidade; ÓTIMO!!

Antes da partida da famosa taturana elétrica entram no vagão, em que este viajante diário que vos escreve estava localizado, 3 pessoas... Um hippie com uma série de brincos pendurados num painel (obviamente que estes estavam destinados à venda), sua mulher (Hippie) e seu filhinho (Um mini-hippie)...

Sei lá... me via estampado num dia altamente estressante e ver aqueles hippies de certo modo me passou alguma tranqüilidade; A moça Hippie sentou no chão com seu filhinho e começou a brincar com o menino... Uma brincadeira de bater palmas... Nunca sei o nome dessas brincadeiras...

Foi então que me recordei que o mundo ainda tinha pessoas que não estavam embutidas nessa nossa falta de realidade vigente... que alguns ainda escapam desse maldito jogo de interesses; e que com certeza eram felizes por isso... não precisavam demonstrar nada para ninguém, só estavam ali, fazendo uma viagem em família, regada de simplicidade e sem preocupações... o dinheiro definitivamente não parecia importar... e o que as pessoas achavam daquilo, menos ainda.

Chega até a ser tosco... todos que estavam ao redor pararam de fazer o que estavam fazendo e passaram a olhar aquela cena, a mãe e o filho brincando de palminhas, como se tivessem percebido que não era preciso de tanto no que concerne ao material para dançar de alegria...

Irônico...

Quem é feliz nessa porra de mundo com tão pouco?

Não me venham com essa! O ser humano sempre quer mais, isso é natural... a ganância chuta a cabeça da simplicidade, somos assim...

No meio da brincadeira barulhenta de palmas, a Sra. Hippie tira de sua bolsa um maço de cigarros (não.. ela não vai acender um cigarro dentro do trem; tenham calma!!!), dentro do maço apenas bilhetes de loteria (Se ela tivesse tirado uma bola de capotão daquilo eu ficaria menos surpreso)...

A primeira coisa que veio na minha cabeça foi a possível utilização de bilhetes de loteria (por que é um papel que lembra seda – sabe, aqueles de máquina registradora??) para a produção em massa de baseados... Vamos admitir, isso era extremamente possível...

Fato é que a Hippie começou a tirar bilhetes e mais bilhetes daquele maço de cigarros a ponto de eu pensar que ela tinha uma máquina registradora dentro daquela porcaria (ou que era algum tipo de líder de produção de baseados no Estado de São Paulo); após procurar ela achou o que queria e separou o resto (inutilizável) para o início de uma nova brincadeira, esta que consistia em recorte de bilhetes de loteria.

A parte utilizável se referia a 3 bilhetes de loteria da qual ela aguardava o sorteio.

Cuidadosamente ela dobrou os três bilhetes e os guardou no bolso de sua jaqueta, de forma a garantir que os referidos não sofreriam nenhum tipo de dano, a ponto de prejudicar seus valores materiais e até sentimentais (era nítido o sentimento de preciosidade com aqueles papéis amarelos)... Juro que me lembrei do Smeagle do Senhor dos Anéis suspirando: “My precious!!”.

Não tenho idéia do que vocês pensam, mas nada me convence de que aqueles HIPPIES não eram propriamente HIPPIES... (será que ainda existem Hippies?!?) - não que eu seja do tipo que segue alguma vertente, mas também não sou preconceituoso; me considerem neutro, ok?... Isso é só uma sátira idiota.

Comparo este comportamento ao de qualquer macaco (sim, não passamos de uma espécie um pouco mais avançada) altamente capitalista que supervaloriza o dinheiro, como se o mesmo fosse a razão de viver (e garanto que estes são mais verdadeiros que aqueles Hippies).

É o mesmo comportamento...

Quando não somos macacos capitalistas, somos falsos idealistas, socialistas, narcisistas, Hippies, burros, ou qualquer coisa do tipo, mas a trama de cada um é sempre a mesma... Parecer alguma coisa para que as pessoas pensem alguma coisa... Não existe mais a essência do ser (Nossa.. que filosófico.. pareço Rousseau dizendo algo sobre o modernismo...)

Aí sempre me aparecem aqueles moralistas sacanas me dizendo: “Não, veja bem... vai ver que eles só querem a grana para levar de vez uma vida ao melhor estilo Hippie, mudando para um lugar onde não tenham com o que se preocupar e que possam viver num lar cheio de “amor e paz”.

Faço cara de reticências e retruco:

“Numa boa, que morem no mato!”

Olha... Cera feita me contaram uma história sobre uma suposta gangue de marcianos que saqueava estoques de mercearias vagabundas para roubar uvas provenientes do esgoto.

Foi mais fácil que acreditar nessa historinha sem vergonha...

Admitam...

Somos nós mesmos apenas quando estamos sozinhos e perdidos em pensamentos que no remetem a nada.

Um abraço.

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Observem os pães voando e abracem o seu!

Caros leitores (ou convivas, se este for o caso),

No último sábado resolvi comparecer a um evento peculiar na capital paulista:

"A VIRADA CULTURAL"

Sim... abandonei o aconchego de meu lar (mais especificamente do sofá) a fim de assistir a uma maratona de apresentações que duraria algo em torno de 24 horas...

Saí de casa consciente e convencido do que veria: Tempestades de cadeiras e de latas de cerveja (que me fariam lembrar a Revolução paulista de 1932), provenientes de freqüentes brigas e confusões causadas por bêbados descontrolados, tendo como causa motivos tão relevantes quanto um coador de café; e claro, como não poderia deixar de ser, tinha a absoluta certeza de que seria assaltado pelo menos 4 vezes, chegando em casa trajando apenas um dos pés do par de minha clássica sandália franciscana, uma cueca branca sem costura e suja de terra, e uma manta de estopa, cinza, urinada e imunda, doada por algum mendigo solidário.

Admito que me enganei...

Lógico que alguns pontos devem melhorar, como a distribuição dos banheiros químicos (toda vez que decidia usar o banheiro tinha que andar até a Virada Cultural de Guadalupe - MEX), até para evitar que as pessoas expilam suas secreções e dejetos corporais na rua.

Ah... seria bom se dessem um trato nos tais banheiros, pelo menos seis vezes nessas 24 horas... Incrível a criatividade das pessoas quando o assunto é ver quem faz a coisa mais nojenta, não acreditei quando vi fezes no teto do cubo grudadas ao lado de um copo de plástico (isso mesmo... não me perguntem com o que grudaram a porra do copo) Impressionante!!! (mas isso é uma crítica ao povo e não à organização do evento).

Outro ponto que merece atenção, ainda relacionado com higiene, é o incentivo à precariedade e à falta de educação do povo; DEUS! não custa fornecer sacolinhas ecologicamente corretas para que as pessoas joguem seus lixos... Não é uma coisa muito agradável estar ouvindo uma boa música pisando no marmitex de isopor de alguém que resolveu almoçar lasanha e jogou o recipiente ainda com comida no chão (aprendi que nunca mais vou a eventos desse porte com alguma coisa parecida com um chinelo) ou em garrafas de plástico de vinho, que quando pisadas espirram aquele restinho quente do fundo da garrafa, sujando nossas calças...

Mas no geral a virada foi ótima...

Uma coisa me incomodou de verdade, a ponto de sentir uma espetada tão insuportável nas costas que me sinto na obrigação de me expressar: "A pura e real política do pão e circo".

Em dado momento do evento, quando pensei nisso, me senti na antiga Roma, assistindo gladiadores no coliseu, ansioso por abraçar meu pedaço de pão (na época lançado à platéia que lotava o estádio romano). Que coisa desagradável...

O mais engraçado é pensar que dar um mínimo de diversão ao povo (juro!! o mínimo) é o suficiente para que este se sinta mais do que satisfeito com o que tem... entreter para colher votos; quando ouvia isso no ginásio pensava que era baboseira da mais estúpida... Burro era eu!

Pão e Circo = Show e pinga = Futebol e cerveja = Fato

O que quero dizer, simplesmente, não é que as pessoas deixam de reclamar (Isso é o que elas mais gostam de fazer, inclusive eu) de sua situação perante a sociedade quando estão alimentadas destes itens, quero dizer que somente deixam de tentar melhorar sua situação... Elas tem tudo que precisam, algo para “meter o pau”, cerveja para se embriagar e algo para entretê-las, que é o que oferecido naquele determinado dia...

Não estou dizendo que não temos que gostar desse tipo de coisa ou que não possamos nos divertir.... só que não devemos cair na lama de acreditar que isso é tudo na vida. Grande parte das pessoas fazem isso. Só ver as torcidas organizadas que brigam como hienas raivosas, por futebol... para alguns, o time de futebol é tudo; os caras vivem numa miséria desgraçada e deixam de comer para ir ao estádio! Podem ganhar 5 reais por dia, mas tomam ao menos duas latinhas pela noite... Está na cultura da maioria..

Somos criados com aquela etiqueta: "O Brasil é o país do futebol"

Brilhante!!!

Manipulados desde que somos pequenas criancinhas de cabeça gigante; E tem aquela outra: “O Brasil é o país do samba”... Foda-se!!

Ouvimos tanto isso, que mesmo que não fôssemos (estou sendo sarcástico) pensaríamos que somos... É importante manter o povo na ignorância para que ele não dê muito trabalho no futuro;

“Vamos dar a eles o que eles querem ver, o que eles gostam; algo que não os faça pensar demais, que não possa causar-nos dor de cabeça. Dispensamos a relevância da informação; o importante é lhes fornecer diversão.”

quinta-feira, 23 de abril de 2009

A falta de criatividade é uma coisa engraçada.

Caros leitores (ou covivas, se este for o caso),

Semana passada, dois dias antes do feriado, estava eu, humilde estagiário, sentado em minha cadeira; era meu horário de almoço, em que teoricamente deveria estar estudando, já que tinha uma prova deveras lazarenta a se realizar naquela noite, entretanto, antes de começar a ferver meu cérebro com pensamentos que exigiriam grande atenção de minha mente encrenqueira, resolvi dar uma entradinha na Internet e verificar as notícias do dia (de vez em quando é bom ler alguma notícia que não esteja relacionada a direito, não é verdade?)

Foi quando vi a seguinte chamada no site da Globo (tudo que for proveniente da reportagem está em preto), algo que chama atenção de qualquer um...

Grupo tira a calça no Metrô durante 'No Pants Day' em SP
Combinada pela internet, ação coletiva foi nesta quinta-feira (16). Homens e mulheres ficaram de cueca e calcinha.

"Viva o conforto. Abaixo às calças."

Esse era o lema do grupo de pessoas que realizou na noite desta quinta-feira (16) um ato de ousadia: tirou as calças dentro do Metrô de São Paulo. É o “No Pants Day”, que tem a adesão, na maioria, de internautas. De acordo com o blog dos organizadores, o objetivo dos participantes era “ficar confortável, surpreender e levar bom humor a um dia comum das pessoas de São Paulo”.

Genial!!!!

Juro que é nessas horas que paro e penso...

Como existe gente imbecil que não tem o que fazer!!!


Isso me remete àquele dito popular: "Mente vazia só faz porcaria" (Era alguma coisa assim...)

Vamos analisar devagar, começando pelo lema do grupo:
"Viva o conforto. Abaixo às calças."

Qual é o inferno de sentido que isso faz?

A principal idéia que me veio na cabeça foi:

Por que eu não tive o prazer de encontrar um cara desse ontem à noite e poder rir abertamente de sua inteligência inferior à de um porta-guardanapos?

Aí vem uma foto curiosa...

Um cara utilizando óculos escuros à noite, dentro do metrô, com uma camisa semelhante à de um mágico de boteco, de cueca, sentado e mexendo no celular...

BRILHANTE!!! (SIM, EM LETRAS GARRAFAIS PARA ENALTECER O SENTIMENTO DE SURPRESA)

Olha... Um vidro de ervilha vencido teria uma idéia de protesto mais interessante. Se é um protesto pelo conforto no metrô, por que raios o ser está sentado???

Numa boa, se ele estivesse com uma calça de madeira de pau-brasil, uma japona de zinco, com um cachecol vermelho de cartolina e com sapatos de saco de lixo, bem como viajando de pé, poderia me convencer de que está fazendo um protesto.

Sabe qual o problema?? As pessoas não pensam no que estão fazendo... a maioria está lá simplesmente por que achou legal a idéia de desfilar de cueca e blusa por aí.

E ai os organizadores dessa porcaria vem com aquele discursinho furado de que não estão fazendo isso para desrespeitar os usuários do metrô e que tudo é uma forma bem humorada de surpreender a população...

Me diga qual é a credibilidade de um palhaço pelado?

Pessoal, na real... querem divertir a população ou fazer protesto? Vocês não sabem o que querem.

Quando quiserem divertir a população e chamar a atenção coloquem suas roupas de baixo na cabeça, vistam suas meias como protetores auriculares e coloquem pregadores de roupa nos mamilos... ou melhor... comprem fantasias de gravata; assim, cada um vai poder desfilar com um modelo diferente pelo subterrâneo paulistano.

Outra coisa... sinceramente, eu não ligaria de ver um cara de cueca no metrô, agora fico imaginando se minha avó (muitas pessoas de idade andam de metrô) estivesse num vagão e entrasse um bando de adolescentes que não tem o que fazer vestidos com a roupa de baixo... Tenho certeza que ela se sentiria ofendida.

Isso é desrespeitar sim a cultura dos outros, me desculpe a transparência.

O que me deixa mais puto é que nem metade dessas pessoas são usuárias assíduas de transportes públicos e tenho certeza que a maioria desfila com carrões para lá e para cá.

Não me venha com essa de que não posso falar, pego metrô pelo menos duas vezes por dia em horário de pico e sei o que é ter que criar uma estratégia para não chegar com o paletó rasgado no estágio; mas mais uma vez digo...

O problema não é o metrô, são as pessoas que andam nele. É muito fácil criticar o governo quando não fazemos nem mesmo nosso papel social. Não estou dizendo que as coisas não podiam ser melhores, só que às vezes reclamamos de barriga bem cheia.

A maioria dos protestos hoje em dia é feita para sair na mídia e não para surtirem algum tipo de efeito na sociedade, isso vai desde o MST até os estudantes mauricinhos ou não... Todos só querem aparecer e ver a repercussão de atos imbecis.

Pessoal, vamos trabalhar... esse é o melhor jeito de contribuir com alguma coisa; ou sejam pelo menos criativos na hora de protestar por uma coisa.


Façam fazer sentido.

Um abraço.

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Desembalos de um Sábado à noite

Mais um texto de um leitor maluco!!!



"Pela primeira vez alguém irá postar anonimamente neste capicioso blog, o que me deixa até mesmo orgulhoso deste momento, vez que o texto a ser escrito tem conteúdo um tanto quanto... pornográfico?!?!?

Eu não diria isso por completo. O momento envolvia certa libidinosidade, mas o ponto alto, o frenesi, o êxtase, foi uma das coisas mais esquisitas que presenciei. Sem maior delonga, serei objetivo e passarei a compartilhar esse momento.

Um dia, digo, uma noite, mais especificamente um sábado à noite, estava eu em meu lar sem nada para ser feito, o que em nossa idade é bem atípico, vez que estamos sempre ocupadíssimos com churrascos, baladinhas, micaretinhas, fodinhas, etc.

Pois bem, estava eu, provavelmente em altas horas da madrugada procurando alguma progrmação em nossa grade televisiva para me distrair, me fazer pegar no nosso. Sabe aqueles dias que os problemas te assombram e nada de pegar no sono?

Apelei, me deixei cair em tentação e... sim (adoraria refutar este fato!!) coloquei no “Cinemax Prime” com a promíscua finalidade de assistir uma despretenciosa cena de amor no sofá. (haha eu não acredito que estou escrevendo isso aqui!! Hahahaha)

Filme pornô me lembra virilidade, alegria, “suadeira”, etc. ............. detalhes à parte, irei ao que realmente interessa.

Estava nossa querida atriz pornô, a qual chamarei a partir deste momento de “Elemento X”, no colo de nosso querido (nem tanto) ator pornô, o qual chamarei a partir deste momento de “Elemento Y” (Sim, é uma referência aos gametas sexuais), emitindo sons diversos, os tão conhecidos em filmes desta laia, como por exemplo: “fuck me”, “ahhhhhhhhhhhhhhhhh ahhhhhhhhhhhhhhhhhhh uhhhhhhhhhhhhhhhhh ihhhhhhhhhhhhhhh ieahhhhhhhhhhhhhhhhhhh”, etc.

E lá estava Elemento X, como louca, tendo 16 orgasmos na mesma cena, momento empolgante, meu deus, eu no meu sofá também me divertindo demais, agradecendo a tv paga por tal momento QUANDOOOOOOOOO...
QUANDOOOOOOOOOOOO....

QUANDO...

A câmera focalizou o membro de nosso estimado Elemento Y. Sequer a bandeira estava à meio mastro. Era uma broxada total. Quebrou o meu clima... comecei a dar risada e a imaginar o prazer que deveria nossa querida Elemento X estar sentindo no momento. Obviamente, não sejamos hipócritas a ponto de dizer que ela estava tendo prazer, mas diante do “problema de disfunção erétil” exposto acima, ficou mais engraçado ainda.

Mas o fato é que ela fazia uma cara de prazer intenso!!

É neste momento que paro tudo que estou fazendo (sim, eu estava fazendo justiça com as próprias mãos), e começo a, REALMENTE, prestar atenção no filme com a intenção de encontrar outro momento bizarro.

Não achei, mas isso ficou em minha memória por tempos.

Não, esse não foi o ápice deste texto que vos escrevo, caros colegas da Faculdade de Direito de São Bernardo do Campo, vulga autarquia Municipal, Vulga FDSBC, vulga “facul”, vulga “bar do Papel”...

Pois bem, após uns 2 meses estava eu na faculdade conversando com Márcio* (este é um nome fictício, a fim de preservar a real identidade do conviva) sobre o que eu iria fazer no sábado seguinte, quando falei: “Então, amanhã ficarei em casa, talvez eu assista um Cinemax Prime e vá dormir... nada de bom planejado até o momento...”... quando Márcio* (relembrando que é um nome fictício) dá uma risadinha maliciosa... olha para cima e esboça fazer algum comentário. Se contém. Apenas por instantes.

Sem hesitar, abre o jogo: “Cara, os filmes desse canal são os piores... teve uma vez que eu estava assistindo e... haha... e... haha...” sem deixar ele terminar, emendei, como se tivesse lido sua mente “você tá tentando falar do membro flácido do Elemento Y da vez no sofá??” ele, surpreendemente, responde à gargalhadas!! Sim!!! Tinhamos assistido ao mesmo filme na mesma data e tinhamos nos apegado ao mesmo “detalhe”.

Isso foi demais!!! Eu jamais imaginaria que outro conviva, vulgo Márcio*, iria prestar atenção em fato tão, tão, tão....... mole?!?! Hahahaha

Diante disto, só tenho a agradecer ao Elemento Y, à Elemento X, ao caro conviva Márcio*, a mim, à Xuxa e especialemente à Sasha!!

Obrigado Cinemax Prime!

Obrigado Padre Marcelo Rossi.

Obrigado Rui Copolla Júnior (por me foder ontem).

Obrigado professor de Direito Internacional (não sei o nome dele).

Claro que não irei me identificar ao final de um texto como este, afinal, tenho uma reputação (haha) a zelar, um nome a carregar e muito orgulho pra dizer que perdí um sábado à noite em frente ao Elemento Y, Elemento X... blá blá....

O que fica como lição de moral no dia de hoje é que se você tem um amigo que faz cinema ou algo do gênero, peça para que o mesmo fique atento aos MÍNIMOS detalhes!! Hahaha

Autoria de Gianfrancesco* (este é um nome fictício, a fim de preservar a real identidade do conviva)"